Timor-Leste deve registar maior taxa de crescimento entre lusófonos em 2017

11 janeiro 2017

Banco Mundial destaca que Brasil deve ter maior margem de crescimento no grupo após retração de 3,4% no ano passado; em Angola continuam “severas tensões económicas e financeiras”; Cabo Verde retomará expansão.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

O Produto Interno Bruto, PIB, de Timor-Leste deverá ter o índice mais alto de crescimento entre os países de língua portuguesa para atingir 5,5% este ano.

O Relatório Perspetivas de Crescimento Global 2017 prevê um avanço de meio ponto percentual em relação a 2016. A médio prazo, a expansão da economia não ligada ao petróleo deve ajudar o país a recuperar o investimento público.

Angola

O Banco Mundial prevê ainda que a economia de Angola se expanda a 1,2% em 2017, após um crescimento de apenas 0,4% em 2016. O país deve continuar com “severas tensões económicas e financeiras”, que afetam os maiores exportadores de petróleo de África.

Em 2016, Angola teve uma queda nos investimentos na sequência de uma baixa nos preços do produto e na produção petrolífera.

Brasil e Cabo Verde

O crescimento da economia no Brasil deve chegar a 0,5%, após uma retração de 3,4% no ano passado. O Banco Mundial prevê que esse desempenho positivo impulsione a melhoria das perspetivas para a América Latina.

Cabo Verde deve ser marcado por uma retoma do avanço da economia de 3,0% para 3,3% este ano. O crescimento deve-se ao turismo, ao investimento estrangeiro e à melhoria da procura interna. Esse ritmo deve continuar moderado devido ás incertezas na Europa, o principal mercado de exportação.

Guiné-Bissau e Moçambique

O relatório do Banco Mundial prevê que a economia da Guiné-Bissau cresça 5,1% em 2017, depois dos 4,9% do ano passado.

Em Moçambique, o crescimento deve baixar 3% dos 6,6% alcançados em 2016. O país está entre os exportadores de metais onde aumentaram a dívida pública e o risco de crédito soberano com preocupações com a sustentabilidade da dívida. A expectativa é que avanços no setor de energia ajudem a impulsionar o investimento na produção de gás.

A falta de dados não permitiu fazer previsão do Produto Interno Bruto de São Tomé e Príncipe.

*Apresentação: Denise Costa.

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