ONU condena atentados no Afeganistão
BR

11 janeiro 2017

Missão das Nações Unidas no país afirmou que ataques em Cabul e Qandahar mataram mais de 40 pessoas nesta terça-feira; Unama disse que entre as vítimas estão vários diplomatas.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão, Unama, condenou os atentados terroristas em Cabul e Qandahar, nesta terça-feira, que causaram a morte de pelo menos 48 pessoas.

Segundo a missão da ONU, muitas das vítimas eram civis e diplomatas que estavam nos locais dos ataques.

Talibã

Em Cabul, um terrorista suicida talibã detonou o colete com explosivos em frente ao prédio da administração parlamentar. Logo depois, os extremistas talibãs detonaram um carro bomba que estava estacionado na mesma área.

Um ônibus levando civis, funcionários do Parlamento, seguranças e pessoal médico que tentavam ajudar as vítimas do primeiro ataque acabaram atingidos pelo segundo atentado.

Pelo menos 35 pessoas morreram nos dois atentados na capital e 50 ficaram feridas, a maioria civis.

Em Qandahar, uma bomba explodiu matando pelo menos 13 pessoas na residência oficial do governador da província que realizava um jantar em homenagem a diplomatas e outras autoridades.

Justiça

O Governo dos Emirados Árabes Unidos informou que cinco de seus diplomatas morreram no ataque. Entre os feridos estão o governador de Qandahar e o embaixador dos Emirados Árabes.

O grupo Talibã assumiu a autoria pelo atentado em Cabul, mas até o momento ninguém assumiu a responsabilidade pelo ataque em Qandahar.

O vice-representante do secretário-geral para o Afeganistão, Pernille Kardel, afirmou que “os ataques ilegais e deploráveis causam um imenso sofrimento humano” e tornam mais difícil alcançar a paz.

Segundo Kardel, “os responsáveis pelos atentados devem ser levados à justiça”.

A Unama expressou solidariedade ao povo e aos governos do Afeganistão e dos Emirados Árabes. A missão da ONU enviou pêsames às famílias dos mortos e desejou rápida recuperação dos feridos.

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