União Africana diz que crise na Guiné-Bissau não pode ser esquecida

6 janeiro 2017

Representante da União Africana na ONU falou à ONU News que países amigos devem tomar para si esta tarefa; segundo Téte António é necessário estimular contactos internos em Bissau.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O embaixador da União Africana junto às Nações Unidas, Téte António, disse que a Guiné-Bissau deve contar com nações com quem tem uma relação mais próxima para que continue a ser lembrada em momentos de crise.

Na entrevista concedida à ONU News, em Nova Iorque, o diplomata disse que acompanha a busca de uma solução pelo bloco da região.

Solução

“Nós temos um representante junto à Guiné-Bissau, já está já muito tempo, o embaixador Ovídeo Pequeno, que tem feito um esforço juntamente com a Cedeao para haver uma solução. A crise na Guiné-Bissau é política. Penso que nenhum conflito pode ser ultrapassado sem uma dinâmica interna. Mais uma vez penso que todos temos que trabalhar para uma dinâmica interna. Aqui nas Nações Unidas a Guiné-Bissau teve sempre muitos amigos. Que talvez são outras vertentes que é preciso explorar para que não seja um país esquecido.”

António ao citar os riscos antes da piora de crises em locais  “sem muita expressão estratégica” destacou “a República Centro-Africana”.

Cedeao

Nas vésperas do Ano Novo, a ONU pediu maior ponderação sobre o fim do mandato da Autoridade da Missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Ecomib, no primeiro trimestre de 2017.

A ONU disse que que a saída deve resultar de um acordo da Comunidade Económica do Estados da África Ocidental, Cedeao, e de consultas adequadas com os parceiros internacionais, incluindo as Nações Unidas.

Consenso

No país, o primeiro-ministro Umaro Sissoko foi empossado em novembro sem a presença de todos os partidos do Parlamento.

O Acordo de Conacri apoiado pela região, previa o consenso das forças políticas guineenses em torno da nomeação do novo chefe do governo.

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