Síria: 2017 pode ser ano de diplomacia após “cinco anos implacáveis de guerra”
BR

5 janeiro 2017

Avaliação é do conselheiro especial da ONU, Jan Egeland; ele conversou com jornalistas em Genebra após reunião da Força Tarefa Humanitária para o país; ONU e parceiros levaram assistência a 1,3 milhão de pessoas na Síria em 2016.

Laura Gelbert, da ONU News em Nova Iorque.

Para o conselheiro especial da ONU, Jan Egeland, após “cinco anos implacáveis de guerra”, 2017 pode ser um ano de “diplomacia, resolução de conflitos e proteção de civis” na Síria.

Ele conversou com jornalistas em Genebra após reunião da Força Tarefa Humanitária para o país.

Acesso

Egeland disse que ficou contente ao ouvir, no encontro, que Rússia e Turquia vão facilitar o acesso humanitário a todos os civis sírios como parte do acordo de suspensão de combates do qual são avalistas.

Na reunião da força-tarefa também foi feito um balanço sobre a assistência no país no ano passado.

O conselheiro afirmou que as Nações Unidas e parceiros levaram assistência a cerca de 1,3 milhão de pessoas na Síria em 2016. Segundo ele, neste período, 131 comboios por terra chegaram a 420 mil pessoas em áreas sitiadas.

Operação histórica

Egeland ressaltou que as Nações Unidas fizeram 170 lançamentos aéreos à cidade de Deir-ez-Zor.

Segundo ele, o programa de lançamentos aéreos organizado pelo Programa Mundial de Alimentos, PMA, é “único na história do trabalho humanitário”, afirmando não lembrar de ações deste tipo sendo realizadas por período tão contínuo.

Progresso

O conselheiro afirmou que houve progressos nas áreas sitiadas, em comparação a 2015 quando apenas 1% das necessidades nestes locais foram cobertas. Em média, segundo Egeland, esse percentual chegou a 21%.

Ele disse ainda que o mês de dezembro provou duas coisas. Egeland citou que “homens com poder e armas estão dispostos a extremos para negar assistência vital básica para mulheres, crianças e feridos”, mas que “diplomacia humanitária e acordos locais e nacionais podem mudar as coisas”.

O conselheiro mencionou que em dezembro, apenas um comboio humanitário chegou a uma localidade, Khan Elshih, sendo o “pior mês” neste sentido desde a criação da força-tarefa.

Alepo

Por outro lado, no mesmo mês houve a maior retirada humanitária, entre 35 mil e 36 mil pessoas saíram do leste de Alepo.

Ele afirmou ainda que, segundo relatos, a devastação na cidade antiga de Alepo vai “além da imaginação”. Egeland ressaltou que será necessário um grande esforço de reconstrução.

O conselheiro destacou que as pessoas querem retornar, muitas já estão fazendo isso, mas que é perigoso devido a explosivos não detonados e edifícios inseguros.

Egeland destacou que, no entanto, agora há uma “grande operação humanitária”: 1,1 milhão de pessoas tiveram o abastecimento de água restaurado ou recuperado e cerca de 400 mil estão recebendo assistência da ONU e seus parceiros.

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