PMA pode estar a poucos dias de cortar ajuda na República Centro-Africana

5 janeiro 2017

Agência já reduziu drasticamente a distribuição alimentar em Bangui; refeições escolares foram suspensas na capital centro-africana; fundos escasseiam num ano em que agência prevê “fome sem precedentes”.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, alertou para o risco de ser interrompida a entrega de assistência aos mais vulneráveis a partir do fim de janeiro na República Centro-Africana. A agência deve tomar a medida por falta de fundos.

A previsão inicial era garantir alimentos para 700 mil pessoas, mas o número de beneficiários de rações alimentares foi cortado para a metade das 400 mil pessoas inicialmente inscritas.

Dificuldades

Houve uma redução drástica do período da distribuição alimentar e suspensas as refeições escolares na capital centro-africana, Bangui. Para o PMA, esta situação expõe os mais vulneráveis a dificuldades adicionais.

De acordo com as estimativas, um total de 1,6 milhão de centro-africanos pode precisar de assistência humanitária este ano.

Alimentos

O PMA recebeu US$ 1 milhão de fundos de emergência da equipe de coordenação humanitária no país. A meta é adquirir alimentos que sejam urgentes e essenciais até que os doadores respondam ao pedido de US$ 21,5 milhões necessários.

Com o valor de emergência deve cobrir 10% das necessidades para 140 mil deslocados e 9,9 mil refugiados que recebem ajuda alimentar do PMA.

A agência alerta que se nada for feito, as marcas da recente crise política e militar poderão causar uma fome sem precedentes.

*Apresentação: Denise Costa.

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