Falta de chuvas compromete produção e saúde na Somália

3 janeiro 2017

Colheitas de dezembro podem estar 70% abaixo da média dos últimos cinco anos; país regista surtos de cólera em algumas áreas; pelo menos 35 mil crianças podem deixar de estudar devido à seca severa.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

A seca severa continua a alastrar-se, apesar de chuvas registadas em novembro em algumas regiões da Somália.

A informação é da Unidade de Análise de Segurança Alimentar e Nutrição da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, que alerta que o cenário afeta a disponibilidade de água e das pastagens.

Colheitas

A agência da ONU cita  dados das autoridades somalis indicando que a situação pode afetar as condições de vida dos animais.

As “previsões são sombrias para a produção de cereais” na curta estação de chuvas, indicando para falhas generalizadas nas colheitas. As safras de dezembro devem estar até 70% abaixo da média registada desde 2011.

A falta de água aumenta o risco da cólera e vários surtos foram registados em diversas áreas. Prevê-se que o movimento das pessoas em busca de água e de pastagens coloque cerca de 35 mil crianças sob risco de abandonar a escola.

Novas Chuvas

As tendências negativas como resultado da estação seca poderão continuar até o período compreendido entre e abril e junho, momento em que estão previstas novas chuvas no país do Corno de África.

As agências humanitárias pedem um aumento urgente da resposta aos carenciados. Os fundos para outras ações estão a ser reprogramados. Vários doadores ajudam a intensificar a resposta imediata aos afetados pela seca.

Subsistência

O Fundo Humanitário da Somália distribuiu alimentos a mais de 466 mil pessoas em novembro. Mais de 124 mil beneficiários receberam auxílio para restabelecer meios de subsistência durante o período.

Entre os meses de agosto e novembro, pelo menos 1,8 milhões de pessoas receberam subsídios para comprar sementes, ferramentas e equipamentos de pesca, além de ajudar na irrigação e na distribuição de vacinas para o gado.

As agências humanitárias alertam, entretanto,  que a resposta dada até agora não chega para cobrir todas as necessidades e a intensidade da seca precisa de um aumento significativo das ações de auxílio.

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