OMS em África assinala progressos no combate à malária na Guiné-Bissau

3 janeiro 2017

Diretora do Departamento de Luta contra Doenças Transmissíveis falou com a ONU News em Bissau; Magda Robalo fez rescaldo de 2016 e anunciou perspetivas para 2017.

Amatijane Candé de Bissau para a ONU News.

A Guiné-Bissau registou progressos assinaláveis no âmbito da luta contra o paludismo, segundo o ultimo relatório global da Organização Mundial de Saúde divulgado neste mês de dezembro. Citação é da diretora do Departamento de Luta contra as Doenças Transmissíveis no Escritório Regional da OMS para África.

Malária

Falando à ONU News na capital guineense, Magda Robalo disse que a Guiné-Bissau poderia ter feito melhor por ser relativamente pequena em termos de superfície. Um facto que facilitaria o aumento da cobertura e do acesso aos cuidados de saúde a uma maior franja da população, apesar de haver zonas de difícil acesso, explicou a responsável.

Em meio à crise política, Magda Robalo encoraja o governo a dar maior atenção à saúde, tendo lembrado que tal só é possível num clima de paz e estabilidade.

“A Guiné-Bissau está a fazer progressos significativos e poderia fazer melhor. É de encorajar o nosso governo a dar uma atenção maior a saúde e isso só é possível num clima de paz, de estabilidade. Nós esperamos que a Guiné-Bissau vai encontrar o seu caminho e retomar o desenvolvimento que merece ”.

Realizações

O quadro sanitário em África ficou marcado este ano pela negativa com surtos epidemiológicos de cólera, zika e febre-amarela. Aspetos positivos foram os mecanismos de luta desencadeados para combatê-las. Desafios, o facto de não se conseguir levar o acesso à saúde a muita gente que sofre e precisa.

A guineense, Magda Robalo disse acreditar que o mundo de saúde continua a enfrentar muitas dificuldades e destacou os problemas humanitários com que a OMS deparou–se sobretudo em zonas de conflito, onde as populações tiveram pouco ou nenhum acesso a cuidados de saúde.

“A situação no norte da Nigéria, na Republica Centro Africana, Sudão do Sul, onde nós tivemos e continuamos a ter vários desafios para fazer chegar os cuidados de saúde a estas populações. Houve e há situações de cólera mas também não só nestes países. Tivemos várias epidemias de cólera em vários países do continente”.

Graças ao Sistema das Nações Unidas, entre outros parceiros do desenvolvimento, a Guiné-Bissau continua livre de qualquer caso do Ébola, não registou nenhuma ocorrência de caso de cólera ou febre-amarela durante o ano que agora termina. Contudo, país do oeste africano registou dois casos do vírus Zika.

 

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