PMA quer entregar comida a 2,5 milhões de pessoas no nordeste da Nigéria

30 dezembro 2016

Regiões são as mais afetadas pela violência das milícias Boko Haram; agência distribuiu alimentos e dinheiro a mais de 1 milhão de pessoas em dezembro; mais de 4 milhões enfrentam insegurança alimentar em dois estados.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, quer fazer chegar auxílio a 2,5 milhões de pessoas no nordeste da Nigéria até abril de 2017.

Em nota, a agência disse ter ao seu dispor apenas um terço dos  US$ 208 milhões que precisa para as ações de resposta humanitária.

Conflito

Entretanto, mais de 1 milhão de pessoas receberam alimentos ou dinheiro para a sua aquisição nas áreas afetadas pelo conflito em dezembro. O número corresponde a metade da população que precisa urgentemente de apoio.

O desempenho em dezembro foi possível apesar de desafios que incluem “ampliar e fornecer assistência alimentar oportuna e essencial”.

O diretor regional do PMA para a África Ocidental e Central revelou que muito foi alcançado nos últimos meses e que o plano é fazer ainda mais. Para Abdou Dieng, uma operação “de tamanha dimensão e complexidade requer um financiamento sustentado para manter o ímpeto.”

Violência

Houve um aumento de ações nos estados de Borno e Yobe, onde cerca de 4 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar. Nessas áreas, mais de metade de crianças sofre de desnutrição aguda devido aos anos de violência associada ao grupo terrorista Boko Haram.

O diretor nacional do PMA na Nigéria considerou as necessidades “tremendas”. Ele destacou que medidas excecionais tomadas este ano encorajam a atingir bons resultados.

Sory Ouane destacou ter havido um grande aumento em relação aos 160 mil beneficiários de outubro que contou com esforços conjuntos de todos os parceiros humanitários, que incluem o Governo da Nigéria.

O também coordenador de Emergência no país revelou que mais de 170 mil pessoas receberam ajuda em dinheiro durante o período.

Deslocados

A maioria dos que receberam alimentos são deslocados internos, habitantes de acampamentos ou de comunidades de acolhimento. Quase 180 mil crianças menores de cinco anos receberam comida enriquecida.

A distribuição também envolveu helicópteros e a partilha de recursos logísticos e de telecomunicações que permitiram chegar às áreas que antes eram inacessíveis.

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