ONU espera que haja consultas sobre saída da força regional da Guiné-Bissau

21 dezembro 2016

Secretário-geral quer empenho e boa vontade dos políticos guineenses para solução política duradoura da crise; líderes da Cedeao consideram retirar a Ecomib no primeiro trimestre de 2017.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral da ONU disse esperar que a saída da força regional da Guiné-Bissau dependa das condições acordadas pelos países do bloco e “de consultas adequadas com os parceiros internacionais, incluindo as Nações Unidas”.

Ban Ki-moon emitiu uma nota em que declara que tomou conhecimento da decisão da Autoridade da Missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Ecomib, da retirada no primeiro trimestre de 2017.

Crise

O chefe da ONU disse partilhar a preocupação dos chefes de Estado e de governo da Cedeao pela “prolongada crise política e institucional na Guiné-Bissau que continua a afetar negativamente a população do país.” Os líderes regionais reuniram-se no sábado em Abuja, na Nigéria.

Ban agradece os esforços contínuos dos chefes de Estado e de governo para garantir a plena implementação do roteiro, em especial ao mediador da Cedeao para a Guiné-Bissau, ao presidente Alpha Condé da Guiné Conacri e à líder da Autoridade da Cedeao Ellen Johnson-Sirleaf.

Roteiro

O pedido à liderança política da Guiné-Bissau é que “demonstre o empenho e a boa vontade necessários para chegar a uma solução política duradoura para a crise no seu país, com base no Roteiro da Cedeao e no Acordo de Conacri.

A nota reitera o empenho da ONU e do representante especial do secretário-geral na Guiné-Bissau, Modibo Touré, em continuarem a apoiar plenamente o processo de mediação.

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