Angola: cooperação pode levar membros da Cplp ao Conselho de Segurança

21 dezembro 2016

Brasil destaca-se no bloco pela maior presença no órgão; Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste nunca ocuparam o assento não permanente; dezembro marca fim do segundo mandato de Angola como Estado-membro do Conselho.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O embaixador de Angola junto à ONU defendeu uma maior colaboração entre os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, para uma representação mais frequente das nações do bloco no Conselho de Segurança.

Falando à ONU News, em Nova Iorque, Ismael Martins destacou que o grupo deve estar mais conectado se quiser atingir esse propósito. A entrevista marca o fim do mandato de Angola como membro não permanente do órgão no biénio 2015/2016.

Rotação

“Se nós defendermos claramente como assumirmos e tirarmos partido. Nós estamos presentes em vários cantos do mundo. Temos países da Ásia, em África, na América Latia e na Europa naturalmente. Qualquer desses continentes tem sempre uma presença no Conselho. Estou em crer que muito brevemente, por exemplo, que um país como Moçambique - por que é que não poderá ser um dos próximos membros do Conselho de Segurança? Fazemos parte de África e a nossa rotação é com países do sul que somos, da Sadc(bloco regional), fazemos a rotação com países da África Oriental."

Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os únicos países de língua portuguesa que nunca estiveram no órgão. Ismael Martins disse que integrantes da Cplp  têm muito a contribuir para a paz.

Conflitos

“É questão de nos coordenarmos para podermos estar presentes. E direi mais: devemos nos aproveitar da experiência dos outros, beber dos países que já estiveram para trabalharmos juntos, para fazermos uma presença que pode ser representativa não só do próprio Estado-membro da região e grupo de países. Nós temos uma contribuição sério que podemos dar para resolução de conflitos em África.”

O Brasil é o país do bloco lusófono que teve o maior número de presenças no Conselho. Foram 10 participações. Em segundo lugar está Portugal que cumpriu três mandatos. Guiné-Bissau e Cabo Verde ocuparam a cadeira uma vez cada um.

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