ECA: sistemas de produção agrícola em África precisam de mudança radical

21 dezembro 2016

Avaliação é do diretor da divisão de Integração Regional e Comércio da Comissão das Nações Unidas, Stephen Karingi, em simpósio na Cote d’Ivoire, país também conhecido como Costa do Marfim.

Laura Gelbert, da ONU News em Nova Iorque.

Para o diretor da Divisão de Integração Regional e Comércio da Comissão Económica da ONU para África, ECA, Stephen Karingi, países do continente “precisam realizar uma mudança radical nos sistemas de produção agrícola, adotar o agronegócio e promover cadeias de valor agrícola regionais como uma veia para integração da região”.

Karingi fez a declaração na Cote d’Ivoire, ou Costa do Marfim, na abertura de um simpósio com o tema: Implementando Agro-Industrialização de Cadeias Regionais de Valor para Transformação Agrícola de África.

Insegurança Alimentar

O representante citou que a situação alimentar continua a piorar em termos reais, com o número de pessoas em situação de insegurança alimentar crónica a atingir 229 milhões em 2016.

Karingi ressaltou que isso representa 49 milhões a mais de pessoas em risco em comparação com 1990, quase um em cada quatro indivíduos em África, excluindo o norte do continente.

Desigual

O diretor afirmou que o progresso em termos de produtividade agrícola tem sido desigual, a variar de um aumento de 325% na Nigéria para uma queda de cerca de 40% no Zimbabué.

O representante do ECA propôs que repensar a transformação agrícola envolveria a adoção de uma abordagem que deve considerar de forma abrangente e sistemática três elementos essenciais: sistemas agrícolas, agronegócio e cadeias de valor regionais.

Três vias

Sobre sistemas agrícolas eficientes, Karingi afirmou que a África precisa produzir mais comida e produtos agrícolas através de sistemas que, entre outros aspetos, sejam resilientes à variação do clima e a choques externos.

Em relação à adoção de uma estratégia de crescimento do agronegócio, ele afirmou que esta se encaixa tanto a dotação de recursos da maioria das economias africanas como as condições ao redor da maioria das pessoas pobres que vivem em áreas rurais e dependem da agricultura para sua subsistência.

Em relação à terceira abordagem, Karingi defendeu que promover cadeias de valor agrícola regionais é um passo fundamental para criar incentivos para investimento do setor privado, a ganhos na competitividade e plena realização do potencial comercial intrarregional para a agricultura africana.

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