Enviado da ONU critica “chantagens” na retirada de civis em Alepo
BR

19 dezembro 2016

Staffan de Mistura disse que ‘isso é uma prova de que a guerra na Síria está entre as mais horríveis” enfrentadas pelas Nações Unidas; segundo ele, “nada foi poupado” nos quase seis anos de conflito.

Edgard Júnior, da ONU News em Nova York.

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, criticou esta segunda-feira o uso de “chantagens” na guerra da Síria. De Mistura citou relatos sobre o uso dessa prática para atrasar o processo de retirada de civis das zonas de conflito.

Segundo ele, “isso é evidência de que a guerra no país está entre as mais horríveis” enfrentadas pelas Nações Unidas. Durante um evento em Genebra, o representante da ONU afirmou que “nada foi poupado” nos quase seis anos de conflito e que todas as partes envolvidas são culpadas pelos “horrores” no país.

Ajuda

Falando a jornalistas em Nova York, o porta-voz do secretário-geral, Stephane Dujarric, deu detalhes sobre o processo de retirada dos civis de Alepo.

Dujarric afirmou que durante a tarde desta segunda-feira, horário local, mais de 100 ônibus levando milhares de pessoas, incluindo homens, mulheres e crianças, partiram de Alepo para outras cidades fora da área cercada. Segundo Dujarric, o processo deve continuar pelas próximas horas.

O porta-voz afirmou que todas as pessoas levadas para Idlib e outras cidades estão recebendo ajuda humanitária urgente.

União

Em comunicado, o enviado da ONU para a Síria disse que espera que a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança para enviar monitores para a região represente “o início da restauração da união dos países-membros”.

Staffan de Mistura anunciou ainda a ideia de realizar as “negociações intra-sírias” em fevereiro do ano que vem. Ele vai consultar todos os envolvidos no conflito para confirmar a reunião.

Ação

O subsecretário-geral para Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien, disse que o “dever agora é transformar as palavras da resolução em uma ação significativa”.

O’Brien afirmou que “é fundamental que a resolução seja totalmente implementada sem qualquer demora”.

Ele declarou que “com o aumento do número de pessoas morrendo, sendo deslocada ou fugindo do país, é necessário que a comunidade internacional se una para acabar com a crise”.

 

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