Somália: Unicef e parceiros começam vacinação em massa contra sarampo

19 dezembro 2016

Após grande surto da doença, agência da ONU e seus parceiros apoiaram rápida entrega de 55 mil doses de vacina para cidade de Kismayo; também foram enviados suplementos de vitamina A para aumentar a imunidade de cerca de 54 mil crianças com menos de 10 anos que devem ser vacinadas.

Laura Gelbert, da ONU News em Nova Iorque.

Depois de um grande surto de sarampo na Somália, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e seus parceiros apoiaram a rápida entrega de 55 mil doses de vacina contra a doença para cidade de Kismayo.

Também foram enviados suplementos de vitamina A para aumentar a imunidade de cerca de 54 mil crianças com menos de 10 anos que devem ser vacinadas.

Evitável

O representante interino do Unicef na Somália, Jeremy Hopkins, afirmou que o sarampo é uma das “doenças mais mortíferas evitáveis por vacinas”. No entanto, ele ressaltou que “infelizmente está longe de ser a única na Somália”.

Hopkins expressou gratidão aos doadores, mas afirmou que mais apoio é necessário para garantir uma cobertura nacional de imunização e envolvimento com comunidades locais, além de fornecer vacinação completa a cada criança.

Casos suspeitos

O Unicef informou que houve mais de 704 casos de febres e alergias na área de Kismayo, a maioria em crianças. Muitos dos menores, com suspeita de estarem com sarampo, estão a dormir no chão do Hospital Geral da cidade.

A maior parte não foi vacinada contra a doença, apesar de haver 16 postos de vacinação gratuita em Kismayo.

A agência da ONU também enviou três geleiras para armazenar as vacinas. A iniciativa foi apoiada por diversos doadores incluindo o Departamento para Desenvolvimento Internacional do Reino Unido, Dfid, a Finlândia, o Japão, a Suécia, a Suíça e a Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional, Usaid.

Mortalidade

Segundo o Unicef, o sarampo continua a ser a principal causa de morte entre crianças pequenas na Somália e o país tem uma das taxas de imunização mais baixas do mundo.

A doença pode ser prevenida com duas doses de uma vacina segura e eficaz, embora a falta de imunização possa levar a pneumonia, diarreia e encefalite, que causa inchaço no cérebro, cegueira e ataques aos que estão com imunidade fraca devido à desnutrição, deficiência de vitamina A e vivem em condições pouco higiénicas.

A Aliança Gavi de vacinas está a financiar o armazenamento e atividades de consciencialização assim como outras imunizações incluindo pólio e vacina pentavalente que cobre tuberculose infantil, difteria e tétano, entre outras doenças.

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