Igualdade de gênero é “fundamental” no combate à fome e pobreza
BR

19 dezembro 2016

Avaliação é do chefe da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, José Graziano da Silva; mulheres representam 45% da força de trabalho agrícola em países em desenvolvimento, chegando a 60% em partes da África e Ásia.

Laura Gelbert, da ONU News, em Nova York.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, José Graziano da Silva afirmou que o combate à extrema pobreza, fome e desnutrição não é possível sem igualdade de gênero e autonomia das mulheres.

Falando na sede da agência da ONU, em Roma, ele pediu mais ações para garantir que mulheres na zona rural, “espinha dorsal do trabalho na agricultura”, desfrutem de igualdade de condições.

Mulheres

Para Graziano da Silva, alcançar a igualdade de gênero é um “ingrediente fundamental” para acabar com a pobreza e a fome.

Ele participou em um evento de alto nível na sexta-feira organizado pela FAO, a Comissão Europeia, a presidência eslovaca do Conselho da União Europeia, em parceria com o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Ifad, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, e a ONU Mulheres.

Graziano da Silva lembrou que as mulheres representam 45% da força de trabalho agrícola em países em desenvolvimento, chegando a 60% em partes da África e Ásia.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

O chefe da FAO também enfatizou que mulheres rurais desempenham um papel chave para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, especialmente o Objetivo 2 sobre eliminação da fome e da desnutrição em todo o mundo.

As mulheres são proprietárias de menos de 20% da terra agrícola, no entanto, compõem quase metade da força de trabalho do setor. Cerca de 60% das pessoas com fome crônica no planeta são mulheres e meninas.

Segundo o presidente do Ifad, Kanayo Nwanze, “quando se investe em um homem, se investe em um indivíduo; quando se investe em uma mulher, se investe em uma comunidade”.

Para ele, “empoderar mulheres rurais é, de fato, empoderar a humanidade”. Já a diretora de programas da ONU Mulheres, Maria Noel Vaeza, ressaltou “múltiplos dividendos de desenvolvimento” que a igualdade de gênero na agricultura pode causar, incluindo a redução da pobreza e sociedades mais pacíficas”.

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