Ban revela expectativa com encontro de líderes regionais sobre Guiné-Bissau

16 dezembro 2016

Chefes de Estado e de governo da África Ocidental reúnem-se este sábado em Abuja; secretário-geral quer que políticos demonstrem boa vontade e espírito de compromisso para implementar entendimento para o fim da crise.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

O secretário-geral, Ban Ki-moon, disse estar na expectativa em relação às decisões da cimeira de sábado de chefes de Estado e de governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, sobre a Guiné-Bissau.

O encontro, na cidade nigeriana de Abuja, pretende facilitar a implementação do Acordo de Conacri. O entendimento assinado em outubro prevê a nomeação de um primeiro-ministro consensual para liderar um novo governo até 2018.

Distanciamento

Ban revela que acompanha de perto os eventos em torno da formação de um novo executivo na Guiné-Bissau.

O documento cita as decisões tomadas pelo presidente José Mário Vaz a 12 de dezembro de 2016 e a declaração do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, Paigc, que no dia seguinte se distanciou do novo executivo.

Bloco regional

O apelo aos atores políticos do país é que demonstrem “boa vontade e um espírito de compromisso” para tirar partido do Acordo de Conacri como um primeiro passo importante nas ações do bloco regional para resolver o impasse político.

O plano aprovado a 10 de dezembro visa restabelecer a viabilidade institucional na Guiné-Bissau. À Cedeao, Ban encoraja a continuar a apoiar os esforços dos dirigentes da Guiné-Bissau.

Colaboração

O chefe da ONU reitera que o seu representante especial na Guiné-Bissau, Modibo Touré, continuará a trabalhar em estreita colaboração com todas as partes interessadas no país.

A colaboração do também chefe do Gabinete Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Uniogbis, será com o bloco regional  e parceiros-chave com vista a “uma solução definitiva para a crise institucional.”

*Apresentação: Denise Costa.

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