Acordo entre Brasil e Unodc usa esporte para prevenir crimes e drogas
BR

15 dezembro 2016

Iniciativa fornece treinamento para aumentar a resiliência de jovens em risco e reduzir comportamentos antissociais; Governo de Brasília é o primeiro a implementar o programa; Atividades em outros países da região estão programadas para 2017.

Michelle Alves de Lima, da ONU News em Nova York.*

Um acordo firmado entre o Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc, e o Governo de Brasília pretende usar o esporte como ferramenta de prevenção de crimes e drogas entre os jovens.

A iniciativa, que faz parte do Programa sobre a Implementação da Declaração de Doha e é financiada pelo governo do Qatar, fornece treinamento para aumentar a resiliência de jovens em risco e reduzir comportamentos antissociais.

Durante a cerimônia de assinatura do acordo, que aconteceu no estádio de Brasília usado para a Copa do Mundo 2014, o representante da Unodc no Brasil, Rafael Franzini, destacou a importância do esporte para promover o respeito e alcançar a juventude, incluindo os grupos socialmente excluídos.

Sociedades pacíficas

Segundo Franzini, “sociedades pacíficas e inclusivas são construídas por políticas dirigidas às pessoas e à justiça para todos”. O representante do Unodc também ressaltou a importância de “oferecer atividades que desenvolvam mecanismos para mitigar as vulnerabilidades da juventude associadas ao crime e ao uso de drogas”.

A secretária de Esporte, Turismo e Lazer do Distrito Federal, Leila Barros, que também é ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei, participou da cerimônia e disse estar honrada em ter Brasília como o primeiro local a receber o programa de esporte voltado à juventude. Ela contou que foi criada em uma comunidade pobre da capital e que o esporte a ajudou a superar os obstáculos em sua vida.

Cultura do esporte

Já a secretária de Segurança Pública, Márcia de Alencar, disse que vê o programa do Unodc como uma importante contribuição para o trabalho que já está sendo feito em Brasília para reduzir os índices de criminalidade. De acordo com ela, é preciso “entender a capacidade dos jovens e levá-los à cultura do esporte para prepará-los para o futuro”.

Nos próximos anos, várias atividades estão previstas para o programa. Entre elas, estão um envolvimento ativo de jovens como embaixadores de comunidades seguras e saudáveis, e projetos nacionais e regionais de esporte voltados aos jovens.

As iniciativas vão ser implementadas em cooperação com organizações parceiras das Nações Unidas para promover valores cívicos, sociedades pacíficas e uma cultura de legalidade nas linhas da Declaração de Doha.

O Brasil é o primeiro país a implementar o programa. Atividades em outros países da região, além da Ásia e do Sul da África, estão programadas para começar em 2017.

*Apresentação: Edgard Júnior.

 

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