Gâmbia: Ban condena tomada de comissão eleitoral por militares

14 dezembro 2016

Secretário-geral da ONU condenou o que chamou de “ultrajante ato de desrespeito com vontade do povo gambiano e de desafio à comunidade internacional”; em nota, Ban afirmou que responsáveis por atos de violência e violações de direitos humanos devem prestar contas.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral da ONU Ban Ki-moon ficou consternado ao saber que na manhã de terça-feira as instalações da Comissão Eleitoral Independente, IEC, da Gâmbia foram tomadas pelos militares.

Ban condenou o que chamou de “ultrajante ato de desrespeito com vontade do povo gambiano e de desafio à comunidade internacional”. Ele citou “um momento em que uma delegação de alto nível da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental, Cedeao, está no país para negociar uma transferência pacífica de poder”.

Violação

Em nota emitida por seu porta-voz, o secretário-geral alertou que esta ação é uma violação do status independente da Comissão, de acordo com a constituição da Gâmbia, e poderia comprometer o material eleitoral sob custódia da IEC.

O chefe da ONU reiterou seu pedido por uma transferência de poder pacífica, oportuna e ordenada, em pleno respeito à vontade do povo gambiano expressada na eleição presidencial.

Prestação de contas

Ban pediu às forças de segurança e militares que desocupem imediatamente as instalações da Comissão Eleitoral Independente e abstenham-se de quaisquer outros atos com intenção de prejudicar ações que buscam uma transferência pacífica de poder.

Para o secretário-geral, os responsáveis por atos de violência e violações de direitos humanos devem prestar contas.

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