Fabricação de produtos de madeira cresce pelo sexto ano consecutivo
BR

14 dezembro 2016

Levantamento da FAO mostra que aumento foi influenciado pelo crescimento econômico na Ásia e recuperação dos mercados na América do Norte; mas o valor comercial global dos produtos foi menor em 2015.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

A fabricação global dos principais produtos de madeira aumentou pelo sexto ano consecutivo em 2015, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.

O aumento da produção, entre 1% e 8%, foi influenciado pelo crescimento econômico da Ásia, pela recuperação dos mercados domésticos na América do Norte e pela promoção da bioenergia.

Bioenergia

Ao mesmo tempo, o valor comercial global de produtos de madeira e de papel diminuiu no ano passado, na comparação com 2014, passando de US$ 267 bilhões para US$ 236 bilhões.

O aumento da demanda por bioenergia, graças à promoção de fontes de energia renováveis e das políticas na Europa, levou à “uma explosão da produção de briquetes de madeira”, que cresceu 10 vezes na última década.

Segundo a FAO, Estônia, Letônia e Lituânia produziram e exportaram 3 milhões de toneladas de briquetes de madeira em 2015, que também são conhecidos como “lenha ecológica”.

Papel

Os países bálticos ultrapassaram a Alemanha e o Canadá, e agora são responsáveis por 17% das exportações globais do produto.

A FAO destaca que a produção de papel para a indústria de publicações e escrita caiu 2,3%, ou 3 milhões de toneladas, em apenas um ano, atingindo o nível mais baixo desde 1999.

Os números refletem o crescimento da preferência global pela mídia eletrônica e da tecnologia móvel, especialmente na América do Norte e na Europa.

O levantamento informa também que o papel reciclado foi responsável por 55%, ou 225 milhões de toneladas de fibras usadas para a produção de papel, um aumento de 337% desde 1980. Novas fábricas de celulose no Brasil e no Uruguai, focadas na exportação, também contribuíram para os números.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.