Para cidadãos guineenses, mandato de Guterres na ONU é motivo de esperança

12 dezembro 2016

Preocupação dos entrevistados é com a solução para o impasse político no país lusófono; ONU apoia ações de estabilização e de reforma das instituições guineenses.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

António Guterres prestou juramento esta segunda-feira como próximo secretário-geral das Nações Unidas. Vários cidadãos entrevistados na cidade de Gabu, na Guiné-Bissau, expressaram as suas expectativas em relação ao mandato do chefe da instituição, que deve iniciar em janeiro de 2017.

Em declarações à Rádio ONU, Mamadou Boi Djaló disse que o próximo chefe da organização tem capacidades em vários domínios que precisam ser correspondidas pela abertura e cooperação da comunidade internacional.

Pontos

“Portugal é um país lusófono, a Guiné-Bissau e outros países também. Isso para nós vai facilitar acompanhar de perto todas as recomendações que vão sair. Aqui em Gabu, agradecemos a confiança da comunidade internacional e que haja apoio para os pontos que ele tem como prioridade para os Estados-membros das Nações Unidas e o apoiem para que a sua missão seja um êxito.”

Na Guiné-Bissau, a ONU apoia a estabilização e a reforma das instituições através do seu Gabinete Integrado para Consolidação da Paz no país, Uniogbis.

Situação Política

Iko da Silva disse que uma solução para a instabilidade política na Guiné-Bissau terá repercussão em África, daí as esperanças de dias melhores com o novo secretário-geral.

“É muito bom para os povos africanos, em particular para nós os guineenses. António Guterres à frente de tudo o que se está a passar na situação política na Guiné-Bissau, (no posto) de representante das Nações Unidas, vamos ter as suas ideias para (ultrapassar) o que a Guiné-Bissau está a passar neste momento.”

Por fim, Amadou Djaló  revelou que a sua alegria está no facto de o próximo secretário-geral da ONU ser cidadão de um país lusófono.

Desenvolvimento

“Desempenhou um papel tão importante que todo o mundo é testemunho vivo. O serviço que ele tem prestado é público e com humanidade. Ele sempre defendeu imigrantes, principalmente os africanos. Foi sempre um homem duro, maduro e corajoso. Desempenhou um papel tão importante e toda a comunidade de língua portuguesa está ao lado de Portugal.”

As Nações Unidas deram apoio logístico para a assinatura de um plano com seis pontos para a busca de uma saída do atual impasse entre instituições e políticos da Guiné-Bissau.

A paz e a segurança são a primeira das três prioridades citadas por António Guterres no ato de posse, seguidas pelo desenvolvimento sustentável e pela reforma das Nações Unidas.

 

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