Uma criança morre a cada 10 minutos no Iémen

12 dezembro 2016

Entre as causas da mortalidade estão diarreia, desnutrição, infeções respiratórias e sarampo; representante do Unicef destaca cenário “catastrófico” da saúde das crianças do país árabe.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Pelo menos uma criança morre a cada 10 minutos devido a doenças evitáveis como diarreia, desnutrição e infeções respiratórias no Iémen. A informação foi dada esta segunda-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Em comunicado, a agência indica que 2,2 milhões de crianças sofrem de desnutrição aguda e precisam de cuidados de emergência.

Aumento

A desnutrição aguda grave aumentou em cerca de 200% desde 2014. Pelo menos 462 mil crianças estão atualmente afetadas. A situação é moderada para mais 1,7 milhões de menores iemenitas.

As cinco províncias com as taxas mais altas de baixa estatura entre crianças com menos de um ano são as piores do mundo e estão “num nível sem precedentes”. Em certas áreas, oito em cada 10 crianças sofrem de subnutrição crónica. Trata-se de  Hodeida, Saada, Taiz, Hajjah e Lahej.

Nível elevado

Para o representante interino do Unicef no Iémen, a desnutrição no país “está no seu nível mais elevado e tende a crescer”. Meritxell Relano reitera que o estado de saúde das crianças iemenitas “nunca foi tão catastrófico” como é atualmente.

Antes da escalada do conflito, em março de 2015, o Iémen enfrentou desafios como pobreza generalizada, insegurança alimentar e escassez de serviços de saúde. Para o Unicef, o sistema de saúde do Iémen está hoje à beira do colapso.

Cuidados

Menos de um terço da população do país tem acesso a cuidados médicos oferecidos em menos da metade das unidades de saúde que funcionam.

Os profissionais de saúde não recebem salários há meses e as agências de auxílio tentam distribuir suprimentos de socorro numa situação em que continua o impasse político entre as partes envolvidas no conflito.

Os relatos dos iemenitas destacam que a violência e os conflitos fizeram recuar os ganhos significativos alcançados na última década em setores como saúde e nutrição das crianças.

O país observa um aumento de doenças como sarampo, que matam um grande número de crianças.

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