Unicef: 535 milhões de crianças vivem em áreas de conflito ou desastres
BR

9 dezembro 2016

Relatório da agência da ONU afirma que esses menores de idade não têm acesso a cuidados médicos, educação de qualidade, nutrição apropriada nem proteção.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alerta que 535 milhões de crianças vivem em áreas de conflito ou afetadas por desastres naturais.

Isso representa quase uma criança em cada quatro no mundo. Segundo a agência da ONU, esses menores de idade geralmente não têm acesso a cuidados de saúde, educação de qualidade, nutrição apropriada e proteção.

Emergências

A África Subsaariana, por exemplo, abriga 393 milhões do total de crianças que vivem em países afetados por emergências, seguida pelo Oriente Médio e norte da África, que abrigam 12%, mais de 60 milhões de menores.

No domingo, 11 de dezembro, o Unicef completa 70 anos de trabalho nos lugares mais difíceis do mundo.

Durante essas sete décadas, a agência tem levado ajuda para salvar vidas, tem dado apoio e esperança a crianças cujas vidas e futuro estão ameaçados por conflitos, crises, pobreza, desigualdade e discriminação.

O relatório diz que quase 50 milhões de crianças foram deslocadas, mais da metade tiveram de fugir de suas casas por causa de conflitos. Segundo o Unicef, devido a escalada da violência na Síria, o número de menores vivendo em áreas sob cerco mais do que dobrou em um ano.

Dados da agência da ONU mostram que quase 500 mil crianças sírias estão em 16 regiões sitiadas por todo o país, quase completamente isoladas de ajuda humanitária e serviços básicos.

Nigéria

O documento cita que na Nigéria, dos 1,8 milhão de deslocados, quase 1 milhão são crianças. No Afeganistão, cerca de metade das crianças em idade escolar está fora das escolas, esse índice sobe para 59% no Sudão do Sul. Já no Iêmen, 10 milhões são afetados pelo conflito.

No Haiti, mais de dois meses depois da passagem do furacão Matthew, mais de 90 mil crianças com menos de cinco anos continuam precisando de ajuda.

O Unicef alerta que as emergências atuais de crianças mais frágeis ameaçam minar o “imenso progresso” alcançado nas últimas décadas. Desde 1990, o número de crianças que morre antes de completar cinco anos foi reduzido pela metade e centenas de milhares saíram da pobreza.

A taxa de crianças fora da escola primária caiu mais de 40% entre 1990 e 2014.

O chefe do Unicef, Anthony Lake, disse que “não importa se a criança vive em país em conflito ou em paz”. Ele explicou que “seu desenvolvimento é fundamental não somente para o futuro delas mas também para o futuro das sociedades em que vivem”.

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