Maputo fecha campanha contra violência à mulher em Moçambique

9 dezembro 2016

Diversas atividades serão realizadas na praia neste domingo;  para chefe da ONU Mulheres no país, este é “momento de debate e de despertar a atenção em vários públicos”.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Com o lema “pinte o mundo de laranja”, as Nações Unidas em Moçambique encerram neste domingo a campanha de 11 dias de ativismo contra a violência a mulheres e raparigas com diversas atividades em Maputo.

Da capital moçambicana, a chefe da ONU Mulheres no país, Florence Raes, falou à Rádio ONU sobre a inicitiativa.

Dia laranja  

"Cada 25 de cada mês é aquele famoso Dia Laranja que é o dia para chamar a atenção para erradicação, prevenção, combate à violência contra mulheres e raparigas. Do 25 de novembro ao 10 de dezembro, a famosa quinzena, 16 dias de ativismo aonde se concentram uma séria de ações. Como nos anos anteriores, Moçambique sempre tem um lema também e esse ano, de novo, está estreitamente vinculado à questão da paz e segurança.”

A representante da agência da ONU citou que há eventos “em todos os cantos do país” organizados pelo governo, sociedade civil e pelas Nações Unidas. Para Florence Raes, este é um momento de debate e de despertar a atenção em vários públicos

Transporte público  

Uma dessas atividades foi uma coluna, uma carreata, de 33 chapas, como são chamadas as minivans, que realizam o transporte público no distrito de Guijá.

Segundo o encarregado de programa da ONU Mulheres em Moçambique, a iniciativa se “encaixa na componente de mobilização comunitária para transformação das normas locais de género”. A ação foi feita em parceria com a associação de transportadores rodoviários da província de Gaza.

“Mensagens visando mobilizar os homens e terem uma atitude mais positiva, mais de colaboração em relação às mulheres e raparigas, procurando assegurar que homens respeitem as mulheres, não violentem as mulheres, digam não ao machismo que é comum nessa região, procurem apoiar iniciativas económicas das mulheres evitando-se a violência financeira ou económica.”

Os veículos iniciaram seu percurso na estação de ônibus de Chokwe e passaram pela ponte do Guijá.

Simbolismo

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Coluna de chapas, vans que fazem transporte público, foi uma das ações da ONU Mulheres no âmbito dos 16 dias de ativismo contra violência a mulheres e raparigas em Moçambique. Foto: ONU Mulheres Moçambique.

“E há um simbolismo muito grande nessa travessia da ponte. Nós queremos que haja uma travessia de um contexto sobre a violência às mulheres é muito alta nas nossas comunidades para um outro cenário em que todos vivemos em um contexto de igualdade de género, num contexto de convivência sã entre homens e mulheres, todos contribuindo para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de igual para igual.”Para a chefe da ONU Mulheres em Moçambique, “apesar da questão da violência ser recorrente e ainda maciça” há também “muita sede de debater essas questões por parte da população”.

Acompanhe a cobertura especial da Rádio ONU sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Moçambique.

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