Líbios “frustrados com ritmo lento do progresso”, diz representante da ONU

6 dezembro 2016

Martin Kobler falou ao Conselho de Segurança nesta terça-feira; informe concentrou-se em três pontos: avanços, desafios e perspectivas para o país em 2017.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante do secretário-geral da ONU na Líbia, Martin Kobler, fez um informe ao Conselho de Segurança nesta terça-feira em que se concentrou em três pontos: avanços alcançados, desafios e perspectivas para o país em 2017.

Para Kobler, “as pessoas na Líbia estão, com razão, frustradas com o lento ritmo do progresso”.

Avanços

Ele afirmou ser preciso “um maior evolvimento com os parceiros no país” e trabalhar em conjunto para que questões de base sejam abordadas de forma “firme e decisiva”.

Kobler, que também é chefe da Missão da ONU no país, Unsmil, mencionou que o primeiro aniversário da assinatura do Acordo Político Líbio, em 17 de dezembro, está próximo, e citou avanços.

Ele ressaltou que o Conselho Presidencial está em operação há quase nove meses a partir de Trípoli e que se reúne de forma regular com instituições financeiras líbias para abordar os problemas económicos do país.

Terrorismo

O representante do secretário-geral também mencionou que a produção de petróleo aumentou de forma significativa, triplicando desde agosto para quase 600 mil barris por dia.

Kobler destacou ainda “avanços contra o terrorismo” feitos tanto no leste quanto no oeste do país e afirmou: “apesar de continuar a ser uma ameaça, os dias do Isil a controlar territórios na Líbia acabaram”.

Desafios

Para o chefe da Unsmil, no entanto, apesar destes avanços serem “encorajadores, há muito com o que se preocupar”.

Segundo Kobler, as instituições do Acordo Político Líbio trabalham “muito abaixo das expectativas”. Entre outras questões, ele citou “os combates mais violentos desde 2014” tendo ocorrido em Trípoli nos últimos dias, entre “grupos armados a competir por poder e território”.

O representante do secretário-geral também defendeu que “até que a Líbia tenha um aparato de segurança confiável e coerente, o embargo de armas deve permanecer em vigor e ser executado”.

Kobler citou ainda dificuldades económicas, a ausência do Estado de direito e corrupção.

2017

Em seu discurso no Conselho de Segurança, o chefe da Unsmil falou ainda de perspectivas para a Líbia em 2017.

Ele declarou ainda estar “convencido” de que o Acordo Político Líbio “permanece a única plataforma viável” e que não há alternativas a esse entendimento.

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