Ocha: temores de grave crise humanitária nos próximos meses no Burundi

5 dezembro 2016

Crise política e mudanças climáticas provocaram fuga de mais de 428 mil pessoas; programa de emergência da FAO precisa de US$ 6,8 milhões até o fim do ano.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O estado de proteção aliado aos riscos da crise e ao clima socioeconómico no Burundi fazem prever a “piora da situação humanitária com graves consequências nos próximos meses”.

A informação é do Escritório da ONU de Assuntos Humanitários que  destaca, entretanto, que neste momento o país não está em grande emergência humanitária.

Crises  

Mais de 428 mil pessoas foram desalojadas devido à crise no país dos Grandes Lagos. Cerca de 139 mil burundeses movimentaram-se para várias áreas do país e os restantes para as nações vizinhas.

Pelo menos 2,1 milhões de burundeses enfrentam insegurança alimentar e mais de um terço destes está em situação grave. O número equivale a mais de um quinto dos habitantes do país.

Mais de 30 mil hectares de terras foram destruídos pelo fenómeno El Niño na época 2015/16. As chuvas são poucas e irregulares após um ano de precipitação intensa, ventos fortes, inundações e deslizamentos de terra que afetaram cerca de 90 mil pessoas.

Emergência

Ainda este ano, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, precisa de US$ 6,8 milhões para levar a cabo o seu programa de emergência.

Os desafios do Ocha no país são restrições de movimento devido à insegurança e o grave impacto da crise nas atividades económicas e nas oportunidades de renda das famílias, que limitam o acesso e a disponibilidade de alimentos.

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