Cerca de 400 mil pessoas deslocadas em Alepo precisam de abrigo urgente
BR

1 dezembro 2016

Enviado especial da ONU, Staffan de Mistura disse que 30 mil fugiram da cidade por causa da violência nos últimos dias; Acnur cita também situaçào dos refugiados na região.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.*

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, afirmou que 400 mil pessoas estão deslocadas por causa dos combates e da violência em Alepo.

Falando a jornalistas em Genebra, esta quinta-feira, de Mistura disse que “cerca de 30 mil pessoas que fugiram dos conflitos em Alepo nos últimos dias estão recebendo ajuda humanitária, mas milhares ainda precisam de assistência”.

Acesso

As equipes de ajuda humanitária ainda não têm acesso às áreas controladas pela oposição na região leste de Alepo. Segundo de Mistura, os 400 mil deslocados na cidade representam “o equivalente ao número de refugiados em toda a Europa”.

Em entrevista à Rádio ONU, em Genebra, o porta-voz da agência da ONU para Refugiados, Acnur, William Spindler, falou sobre a situação.

“A situação em Alepo, na Síria, continua crítica com muitos confrontos. O Acnur e outras agências humanitárias estão dando ajuda humanitária a essas pessoas. Contamos com material humanitário para 45 mil pessoas. Estamos transferindo mais material (para a região) e estamos, principalmente, preocupados com a situação do frio que já começou nesta região. Por isso, é muito importante responder com ajuda humanitária o mais rápido possível.”

O último fluxo de pessoas para a parte leste de Alepo, controlada pelo governo, e para a cidade de Al-Qamishli controlada pelos curdos, vem em meio ao aumento da violência nas últimas semanas.

Equipe

Ainda falando a jornalistas em Genebra, Staffan de Mistura explicou que essas pessoas recém-chegadas estão recebendo ajuda das Nações Unidas e de parceiros.

Além disso, de Mistura disse que a ONU está transferindo uma “equipe significativa” para Alepo para auxiliar na entrega de ajuda, mas também para evitar maus tratos aos deslocados internos uma vez que eles estão se movendo na linha de frente”.

Na quarta-feira, o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, alertou que Aleppo corre o risco de se tornar “um cemitério gigante”.

*Com reportagem de Daniel Johnson e Julia dos Santos, da Rádio ONU em Genebra.

 

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