Ban quer determinação do mundo para erradicar Aids até 2030
BR

1 dezembro 2016

Secretário-geral da ONU afirmou que houve progressos na luta contra a doença nos últimos 35 anos, mas as mulheres continuam vulneráveis em países onde a prevalência é alta, principalmente na África Subsaariana.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a comunidade internacional pode olhar para trás com orgulho e ver que nos últimos 35 anos foram registrados progressos na luta contra o HIV/Aids.

Apesar disso, Ban pediu aos países que tenham determinação e compromisso para alcançar o objetivo de acabar com a epidemia de Aids até 2030. A declaração foi feita para marcar o Dia Mundial de Combate à Aids, este 1º de dezembro.

Transmissões

O chefe das Nações Unidas explicou que desde 2010, caiu pela metade o número de crianças infectadas em transmissões de mãe para filho. A cada ano, menos pessoas estão morrendo de doenças relacionadas à Aids.

Antes da celebração do Dia Mundial, a Rádio ONU conversou com o vice-diretor do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Luiz Loures. Ele falou de Kiev, na Ucrânia, sobre os desafios no combate à doença e dos esforços dos países nesta luta.

“A mensagem fundamental é que temos razões para celebrar progresso. O Brasil continua sendo uma referência em resposta à Aids. Por outro lado, temos reinventar a resposta à Aids do ponto de vista da prevenção. Duas realidades que temos que manter muita claras em nossos programas (são) atenção especial à população mais jovem e atenção especial às populações mais vulneráveis”.

Loures citou crescimento das infecções de HIV entre jovens homossexuais masculinos e também entre usuários de drogas.

Investimentos

Ainda no seu comunicado, o secretário-geral da ONU afirmou que com investimentos corretos, o mundo pode alcançar a meta de ter 30 milhões de pessoas em tratamento até 2030.

Ban  lembrou ainda que as pessoas com HIV estão vivendo mais. Dobrou também o número de pessoas que fazem uso dos medicamentos antirretrovirais nos últimos cinco anos, chegando a 18 milhões.

Mas ele explicou que “apesar do progresso ser claro, os ganhos permanecem frágeis”. Ban diz que “as mulheres estão expostas em países com alta prevalência do HIV, especialmente na África Subsaariana”.

A epidemia de Aids aumenta no leste da Europa e na Ásia central, impulsionada por estigma, discriminação e leis punitivas.

Ban finalizou o comunicado com um pedido para que a comunidade internacional renove o compromisso de alcançar a meta de um mundo sem Aids.

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