Unfpa financia construção de bloco operatório em hospital da Guiné-Bissau

28 novembro 2016

Agência da ONU apoiou a formação de técnicos nacionais para viabilizar o funcionamento do espaço; pessoal recebeu formação em anestesiologia e cirurgia obstétrica de urgência.

Amatijane Candé, de Bissau para a Rádio ONU.

A maternidade do hospital Simão Mendes, em Bissau, conta a partir de agora com um bloco operatório construído pelo governo com apoio do Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa.

O espaço obedece os protocolos modernos de cirurgia, esterilização e controlo de infeções através de tecnologias de ponta.

Saúde Reprodutiva

Espera-se que a iniciativa produza resultados concretos no acesso a cuidados de saúde obstétricos e ginecológicos de qualidade. Outra finalidade é contribuir para a diminuição da mortalidade materna e infantil, através de promoção de serviços de saúde reprodutiva.

O bloco operatório vai permitir que  grávidas e bebés recebam cuidados de saúde adequados as suas necessidades, conforme disse à Rádio ONU a representante residente do Unfpa, Kourtoum Nacro.

“Este é um dia especial, uma vez que vemos aumentadas as capacidades de resposta do hospital de referência do país. Este novo bloco operatório irá permitir que haja condições de trabalho dignas para cumprir a nobre missão de promover os cuidados de saúde reprodutiva de qualidade das mulheres grávidas e bebês.”

Responsabilidade Técnica

A agência da ONU recrutou ainda médicos especialistas para dinamizar a formação de técnicos nacionais no domínio de cirurgia obstétrica de urgência e anestesiologia. A ideia é viabilizar o funcionamento do bloco, construído em 2014, mas que por falta de técnicos só agora foi possível a sua inauguração.

A representar o novo primeiro-ministro guineense, Umaro El Moktar Cissoco Embalo, o secretário-geral do governo presidiu a cerimónia de inauguração do bloco operatório.

Olívio Pereira começou por agradecer aos parceiros pelo apoio e disse ser responsabilidade dos técnicos a tarefa de desenvolver o país. Ele apelou aos profissionais para que valorizarem e conservem os novos equipamentos.

“Neste momento, em que os atores políticos procuram entendimento, vamos dar a nossa resposta como técnicos, a responsabilidade é dos técnicos, os técnicos estão melhor preparados para promover o desenvolvimento da Guiné-Bissau e apenas recebemos orientação política.”

Isto numa altura em que o novo primeiro-ministro desdobra-se em contactos para a formação da sua equipa governamental.

 

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