Catarina Furtado quer maior promoção de direitos humanos na informação

23 novembro 2016

Embaixadora da Boa Vontade do Unfpa acredita num jornalismo que “pode ir mais longe” ao abordar direitos fundamentais; Fundação Gulbenkian acolhe debate e premiação de trabalhos de jornalismo e publicidade em Lisboa.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, Catarina Furtado organiza um debate para discutir a ajuda dos media para promover os direitos humanos na informação, no entretenimento e na arte.

O evento marcado para esta quarta-feira na Fundação Gulbenkian em Lisboa, conta com a  coordenação da ONG de desenvolvimento Corações Com Coroa, CCC.

Sociedade Civil  

Falando à Rádio ONU, de Lisboa, Catarina Furtado disse que a reflexão envolve o público e representantes do governo, da sociedade civil e da agência das Nações Unidas.

“Este ano achámos que a temática do palco aos Direitos Humanos era pertinente sendo comunicadora e atriz também e tendo passado pelo jornalismo sinto a necessidade de atuar nessas áreas enquanto artista e enquanto pessoa da comunicação. Acho que muitas vezes seria desejável um maior investimento da média nas temáticas de desenvolvimento de que resultasse um jornalismo com enquadramento pessário a uma mudança transformadora e menos focado na vítima individual”.

Jornalismo

A sessão decorre em simultâneo com a entrega de prémios CCC para trabalhos de jornalismo e publicidade no âmbito dos direitos humanos. Furtado disse que a iniciativa poderá ser levada a outras partes do mundo.

“Não tem fronteiras de facto esta discussão de como é que nós podemos pôr os artistas, os jornalistas e os comunicadores ao serviço de direitos humanos. Não é uma discussão com fronteiras. Espero que inspire alguns países onde irei usar a ideia também.”

Furtado disse que acredita num jornalismo que “pode ir mais longe” do que a realidade onde “nos direitos humanos são explorados sentimentos mais do que se informa” sobre o tema.

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