Em Luanda, Angola reafirma que vai agir para a estabilização da RD Congo

14 novembro 2016

Embaixador do país lusófono reiterou integração com objetivos do Conselho de Segurança; missão do órgão visitou a região; encontros em Luanda seguiram-se à visita ao território congolês no fim de semana.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Representantes dos 15 Estados-membros do Conselho de Segurança visitaram esta segunda-feira a capital angolana, Luanda, onde abordaram os esforços para a paz e estabilidade na República Democrática do Congo e nos Grandes Lagos.

O embaixador de Angola junto à ONU, Ismael Martins, disse a jornalistas que a meta é buscar uma saída para a instabilidade congolesa. Angola preside a Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos.

Ideias

“A situação que nós analisamos é que Angola está em posição e vai agir com a comunidade internacional, mais concretamente com o Conselho de Segurança, para dar solução e viabilizar as ideias contidas na declaração.”

Martins presidiu a delegação do Conselho juntamente com o representante permanente adjunto da França na ONU, Alexis Lamek.

O diplomata angolano revelou que os encontros incluíram figuras políticas e representantes da sociedade civil. Angola defende uma solução pela via do diálogo para uma paz efetiva na RD Congo.

Solução

“O Conselho de Segurança, como órgão principal de paz e segurança, vai assumir com Angola e a região para encontrarmos a vias certas para a solução certa.”

O Conselho defende que a RD Congo tenha eleições o mais breve possível. A votação para a escolha do próximo presidente estava agendada para 27 de novembro mas continua a ser uma questão que divide opiniões no país.

“O que nós ouvimos é uma linguagem que nos aponta para uma necessidade de primeiro encontrar sim consenso. Primeiro, devemos encontrar consenso aos que não estão dentro do consenso porque não assinaram o acordo que foi firmado na República Democrática do Congo que vão ter que encontrar parte na busca da solução.”

Antes de visitar Angola, o Conselho esteve na RD Congo, onde o mandato do Presidente Joseph Kabila termina a 19 de dezembro deste ano.

*Cortesia de áudio e reportagem da TV Zimbo.

 

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