Conselho de Segurança tem missão dupla na RDC
BR

12 novembro 2016

Embaixador angolano cita preocupações com situação política e de segurança na República Democrática do Congo; Ismael Martins, que integra comitiva, afirmou que os membros do conselho se reuniram com presidente Joseph Kabila.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Os membros do Conselho de Segurança se reuniram este sábado com o presidente da República Democrática do Congo, RDC, Joseph Kabila, no segundo dia de visita ao país africano.

Em pronunciamento depois do encontro, em Kinshasa, a capital, o embaixador de Angola, Ismael Martins afirmou que a reunião foi "frutífera e tranquilizadora".

Mapa do Caminho

Falando em francês, o embaixador angolano disse que a delegação do Conselho de Segurança apoia o "mapa do caminho", resultado do acordo do diálogo nacional.

Os membros do conselho dizem que ele "é a base para que as discussões possam continuar em direção a eleições concretas e para evitar o caos no país.

Martins afirmou que o conselho tem uma missão dupla na RDC, primeiro em relação à situação política e em segundo, quanto a questão da segurança em Beni, no leste do país.

A eleição presidencial, marcada inicialmente para 27 deste mês, continua sendo um assunto muito debatido. O mandato do presidente Kabila termina em 19 de dezembro, daqui a pouco mais de um mês.

2018

Em outubro, o Tribunal Constitucional concordou com uma petição da Comissão Eleitoral Nacional para adiar as eleições para 2018. Ainda no mês passado, os participantes do processo de "diálogo nacional" sobre eleições firmaram um acordo para realizar a votação em abril de 2018.

Esse diálogo está sendo boicotado por vários grupos de oposição. Eles formaram uma coalizão que tem realizado manifestações de protesto pedindo para Kabila deixar a presidência.

O embaixador francês, François Delattre, disse que o acordo de outubro foi "um passo" na direção às eleições e as discussões devem continuar para que todos cheguem a um consenso sobre uma agenda eleitoral.

Ele lembrou que nesse processo "devem ser garantidos os direitos de liberdade de expressão e de reunião". Além disso, devem ser garantidos também a liberdade de movimento e a segurança da população.

Os membros do Conselho de Segurança seguem para a região de Beni neste domingo e depois para Angola.

 

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