ONU alerta para uso de armas químicas pelo Isil em Mossul
BR

11 novembro 2016

Porta-voz do escritório de Direitos Humanos afirmou que em 23 de outubro o grupo terrorista incendiou uma fábrica de enxofre na cidade iraquiana; quatro pessoas morreram ao inalarem os gases tóxicos.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A porta-voz do Escritório da ONU para Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, afirmou que o grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, pode ter usado armas químicas no Iraque.

Falando a jornalistas esta sexta-feira em Genebra, Shamdasani disse que o Isil incendiou uma fábrica de produção de enxofre em Mossul em 23 de outubro. Quatro pessoas morreram ao inalarem os gases tóxicos.

Amônia e Enxofre

Segundo ela, os terroristas estão estocando grandes quantidades de amônia e enxofre em Mossul e o material está sendo colocado em áreas civis, possivelmente para uso como armas químicas.

A porta-voz explicou que a lei internacional determina que a população que vive perto desse tipo de armamento deve receber proteção especial.

Em comunicado, o alto comissário de Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, pediu ação imediata para garantir os direitos das vítimas do Isil.

O órgão citou a descoberta de valas comuns e evidências de exploração sexual de mulheres e meninas, torturas, assassinatos, recrutamento de crianças e outras graves violações dos direitos humanos no Iraque.

Intolerável

Zeid disse que o deslocamento forçado de milhares de civis e o uso dessas pessoas como escudo humano “é intolerável”.

Em relação às valas comuns, o chefe de direitos humanos da ONU declarou que foram encontrados pelo menos 100 corpos no prédio da Faculdade de Agricultura em Hamam al-Alil.

Segundo Zeid, “o governo iraquiano pode assegurar justiça e segurança para uma paz duradoura no país”.

Mas para isso, o alto comissário citou a necessidade de se referir a situação do Iraque para Tribunal Penal Internacional, dar aos tribunais iraquianos jurisdição sobre crimes internacionais e de reformar o sistema criminal de justiça do país.

Para Zeid, “o fracasso para realizar essas medidas pode comprometer seriamente a paz e a segurança a longo prazo que a população iraquiana merece”.

 

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