2016 será “muito provavelmente” o mais quente já registrado
BR

8 novembro 2016

Avaliação é da Organização Meteorológica Mundial, OMM; dados preliminares divulgados pela agência da ONU mostram que as temperaturas globais este ano estão aproximadamente 1.2º C acima dos índices pré-industriais.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

É “muito provável” que este ano seja o mais quente já registrado no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Meteorologia, OMM.

Dados preliminares divulgados pela agência da ONU mostram que as temperaturas globais em 2016 estão aproximadamente 1.2º C acima dos índices pré-industriais.

Recordes

Segundo o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, “os efeitos das mudanças climáticas têm sido visíveis em escala global desde a década de 1980”, citando “aumento da temperatura global, tanto sobre a terra como sobre o oceano, aumento do nível do mar e derretimento generalizado do gelo”.

O chefe da agência da ONU também mencionou aumento dos riscos de eventos extremos, como ondas de calor, secas, chuvas e inundações.

Taalas citou recordes de temperatura sendo quebrados em 2015 e, de novo, em  todos os meses 2016. Ele afirmou que a expectativa é de um aquecimento de 1.2º C até o fim deste ano o que já é próximo ao marcado no Acordo de Paris.

Acordo de Paris

O chefe da OMM ressaltou que o Acordo de Paris, que entrou em vigor em 4 de novembro, “busca limitar o aumento da temperatura global a menos de 2º Celsius e buscando ações na direção de 1.5º Celsius”.

A OMM publicou uma análise detalhada do clima global entre 2011 e 2015, o período de cinco anos é mais quente já registrado,  e uma “presença humana cada vez mais visível em eventos de clima extremo com impactos perigosos e dispendiosos”.

Segundo a agência da ONU, as temperaturas recordes foram acompanhadas do aumento dos níveis do mar e declínio no volume de gelo do Ártico, glaciares e coberturas de neve no Hemisfério Norte.

Para a OMM, todos esses indicadores confirmam a tendência de aquecimento causada pelos gases de efeito estufa.

A agência afirmou que o dióxido de carbono chegou ao marco de 400 partes por milhão na atmosfera, pela primeira vez em 2015.

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