Países em desenvolvimento podem cortar emissões em 1 gigatonelada
BR

4 novembro 2016

Cálculo foi feito pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma; agência afirmou que isso será possível se comunidade internacional cumprir promessas de financiamento.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU afirmou que os países em desenvolvimento podem reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa em até 1 gigatonelada se a comunidade internacional cumprir as promessas de financiamento.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, o mundo precisa cortar entre 12 e 14 gigatoneladas das emissões de gases previstos para 2030 para limitar o aquecimento global em 2ºC neste século. Uma gigatonelada equivale a 1 bilhão de toneladas.

US$ 100 bilhões

A agência diz que as fontes de energia renováveis e eficientes nos países em desenvolvimento vão evitar a emissão de 0,4 gigatonelada de gases que causam o efeito estufa até 2020.

O Pnuma calcula que esse nível pode chegar a 1 gigatonelada se os países ricos aumentarem os financiamentos para o setor. No ano passado, as nações ricas prometeram disponibilizar US$ 100 bilhões por ano para financiar projetos sobre o clima até 2020.

Só para se ter uma ideia, 1 gigatonelada é o equivalente as emissões geradas por todos os tipos de transporte, inclusive o aéreo, somente na região da União Europeia.

Apoio Internacional

A agência ambiental da ONU afirmou que num período de 10 anos, entre 2005 e 2014, o apoio internacional a projetos de energia renovável e eficiente nos países em desenvolvimento chegou a US$ 76 bilhões, uma média de US$ 7,6 bilhões por ano.

O Pnuma informou que o apoio internacional deu condições ao Marrocos de construir a maior usina eólica da África e que pode se tornar na maior usina de energia solar do mundo.

Em 2018, quando atingir capacidade total, a usina terá condições de fornecer eletricidade para mais de um milhão de pessoas. O Pnuma prevê que, em 2020, o país deve gerar mais de 40% de sua energia de fontes renováveis.

Na China, uma iniciativa multinacional ajudou a reduzir drasticamente reduzir a intensidade energética das principais indústrias do país, resultando na redução de mais de 10 megatoneladas.

 

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