Pnuma: países precisam aumentar ambição sobre cortes de emissões

4 novembro 2016

Agência da ONU fala em necessidade de redução extra de 25% dos gases que causam o efeito estufa; Acordo de Paris entra em vigor esta sexta-feira; em 2030, emissões serão 14 gigatoneladas acima dos níveis ideais.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Acordo de Paris, que tem em vista combater a alteração climática, entra em vigor esta sexta-feira, 4 de novembro. A principal meta é evitar que a temperatura média do planeta suba mais do que 2º Celsius neste século.

Para que isso aconteça, o Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, afirma que os países terão de ser muito mais ambiciosos em relação ao corte nas emissões de gases que causam o efeito estufa.

CO2

O Pnuma sugere um corte extra de 25% das emissões até 2030. A previsão é de que em 14 anos, as emissões fiquem em 14 gigatoneladas acima dos níveis necessários para limitar o aquecimento global a 2º Celsius.

A agência divulgou os dados para coincidir com a entrada em vigor do Acordo de Paris. No caso do dióxido de carbono, por exemplo, o total de emissões deve alcançar 56 gigatoneladas em 2030.

O Pnuma explica que uma gigatonelada equivale ao total de gases emitidos em um ano pelo setor dos transportes da União Europeia, incluindo aviação.

Energia Limpa

Na avaliação da agência, mesmo com a implementação completa do Acordo de Paris, a temperatura média pode subir entre 2.9 e 3.4 graus neste século. Por isso a sugestão de aumentar em 25% a meta de corte nas emissões de gases.

O Pnuma acredita ser possível também cortar emissões nos setores de agricultura e transportes, por exemplo. Iniciativas para a eficência energética também são bem-vindas, sendo que os investimentos no setor aumentaram 6%, chegando a US$ 221 bilhões em 2015.

Ação Rápida

O chefe do Pnuma, Erik Solheim, afirma que o mundo está a se movimentar na direção certa, porque o Acordo vai desacelerar as alterações climáticas. Mas em sua avaliação, não é bom o suficiente para evitar impactos muito sérios da alteração climática.

Solheim pede ação rápida e imediata para evitar uma “tragédia humana”. O diretor do Pnuma menciona o número crescente de refugiados pelos fenómenos climáticos, que causam também fome, pobreza e conflitos.

O Pnuma lembra que 2015 foi o ano mais quente do mundo moderno e 2016 continua a seguir na mesma direção.

Leia e oiça todas as notícias sobre o Acordo de Paris.

 

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