Zimbábue afirma que há um inquérito sobre desaparecimento de ativista

3 novembro 2016

O também jornalista Itai Dzamara sumiu há um ano e meio; Conselho de Direitos Humanos pede que país respeite a Constituição e a proteção dos profissionais dos média; representante do governo fala sobre “casos isolados”.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

No Conselho de Direitos Humanos em Genebra, todos os Estados-membros precisam apresentar seus registos de direitos humanos, num processo chamado de Revisão Periódica Universal.

Esta quinta-feira foi a vez do Zimbábue ser avaliado sobre os esforços do país para combater a corrupção, retorno da pena de morte e alegadas violações aos direitos de liberdade de expressão antes das eleições de 2018.

Explicações

O governo também precisou se explicar sobre desaparecimentos forçados, em particular o caso do jornalista e ativista político Itai Dzamara. Ele desapareceu há um ano e meio.

A questão foi levantada pelo vice-representante da Nova Zelândia na ONU, Carl Reaich.

Inquérito

O diplomata pede ao Zimbábue para que cumpra com suas obrigações internacionais e respeite a Constituição, em especial no que diz respeito à proteção de jornalistas e de ativistas.

O vice-presidente do país, Emmerson Mnangagwa, participou da avaliação do Conselho de Direitos Humanos e disse que investigações sobre o jornalista desaparecido estão em andamento.

O vice-presidente disse que o governo está a trabalhar para saber o que aconteceu com o ativista. O governo do Zimbábue também estaria a trabalhar com a família de Itai Dzamara e com advogados de direitos humanos.

Sobre a questão da pena de morte, o vice-presidente afirmou que a nova lei será aplicada para homens entre 21 e 70 anos que forem condenados de cometer assassinatos.

 

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