Guiné-Bissau retoma programa com Fundo Monetário Internacional

3 novembro 2016

FMI apresenta em Bissau o relatório sobre as Perspetivas Económicas Regionais; conferência de imprensa aborda a atual conjuntura económica do país; representante da Instituição de Bretton Wood informa que o país exportou 190 mil toneladas de caju.

Amatijane Cande, de Bissau para a Rádio ONU

A boa produção da castanha de caju nesta campanha agrícola 2016, aliada ao bom preço no mercado internacional permitiu a Guiné-Bissau exportar qualquer coisa como 190 mil toneladas do produto considerado estratégico para a economia do país do Oeste Africano.

Medidas Estruturais

Informação foi avançada pelo Representante do Fundo Monetário Internacional durante uma conferência de imprensa realizada esta terça-feira para a divulgação do relatório do FMI sobre as perspetivas económicas regionais e a situação da conjuntura económica do país.

Ao falar da atual situação das finanças públicas, Óscar Melhado realçou a importância de se reconstituir e fortalecer aspetos básicos para que o governo possa fornecer as populações os serviços de base como a educação e saúde e disse ser preciso um trabalho mais disciplinado.

Retoma de Cooperação

O representante da Instituição de Bretton Woods falou igualmente do recente acordo assinado entre o governo e o FMI em Washington. O acordo pode permitir a retoma do programa de apoio com a Guiné-Bissau a partir de dezembro próximo.

“Chegamos a um acordo e o FMI vai continuar a apoiar a Guiné-Bissau. Vamos submeter a nossa recomendação ao Conselho de Administração do FMI no início de dezembro com a decisão de apoiar o país. Dentro dos próximos cinco meses é importante que o país mantenha disciplina nas finanças públicas.”

Perspetivas 2017

Oscar Melhado espera que a partir do primeiro trimestre do próximo ano sejam relançadas as grandes questões do desenvolvimento económico. O país poderá financiar cerca de 12 meses de importações com reservas acumuladas da exportação de caju, segundo o ministro guineense da Economia e Finanças.

Para Henrique Horta dos Santos, a exportação permitiu o país arrecadar mais de 150 mil milhões de Francos (cfas) em reservas internacionais, o que segundo ele demostra o reforço da moeda nacional a nível das reservas cambiais. O governante falou ainda das perspetivas para 2017.

“Manter um controlo estrito e apertado em relação as finanças públicas no capítulo das despesas, deve-se melhor bastante o quadro da recolha das receitas, reforçar a capacidade da equipa que trabalha na coleta de receitas, nomeadamente nas alfandegas e nos impostos”.

Previsões apontam que a economia guineense vai crescer 6,8 pontos percentuais em 2017 contra os 5,4% de 2016. Um ano caraterizado por uma grave crise política que não permitiu o governo se dotar, nem do programa de governação muito menos do orçamento geral de estado.

 

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