“Respeito ao direito humano à água depende de cooperação”
BR

1 novembro 2016

Avaliação é do relator das Nações Unidas para o direito à água e ao saneamento; Léo Heller apresentou relatório sobre papel essencial de governos, financiadores e agências.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A cooperação internacional precisa crescer e melhorar em qualidade para que todas as pessoas do mundo tenham acesso à água e ao saneamento até 2030. Esta é a avaliação do relator das Nações Unidas para o direito humano à água e ao saneamento adequados.

Léo Heller esteve em Nova York, apresentando um relatório sobre o tema à Assembleia Geral. O especialista foi entrevistado pela Rádio ONU e deu mais detalhes sobre o que significa a a cooperação para o desenvolvimento.

Variação

“Será muito difícil para os países com menos capacidade financeira alcançar determinadas metas, especialmente as metas relacionadas à água e ao esgotamento sanitário sem uma forte presença da cooperação internacional. Mas a cooperação internacional não tem prestado muita atenção para os princípios dos direitos humanos. Esse quadro é muito variável, dependendo do tipo de financiador. Alguns financiadores, especialmente alguns países europeus, refletiram muito bem os princípios dos direitos humanos nos seus documentos de política.”

Mas segundo Léo Heller, organizações multilaterais são mais resistentes a incorporar esses principíos. O relator acredita que é central conectar os princípios da cooperação internacional aos dos direitos humanos.

Sem Saneamento 

Heller explica que existem vários financiadores para cooperação internacional, como países ricos apoiando nações mais frágeis economicamente; agências multilaterais como Banco Mundial e outros bancos de desenvolvimento e ONGs.

Disponibilidade de água e de saneamento para todos é o sexto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável. São 2,4 bilhões de pessoas no mundo que só têm acesso ao esgoto a céu aberto e 663 milhões de pessoas que dependem de fontes de água impróprias para o consumo.

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