Moçambique: paz e parcerias dominam discursos no lançamento da agenda global

25 outubro 2016

Apresentação da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável no país marcou celebração dos 71 anos da ONU; governo fala de mais ação e resultados; Nações Unidas querem colaborar mais para paz, inclusão e melhoria de direitos humanos.

Eleutério Guevane e Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.

A cerimónia do lançamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável esta segunda-feira em Moçambique juntou o governo, a comunidade diplomática e vários parceiros. O momento revelou traços da cultura.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação abriu as portas para o evento que ocorreu no Dia das Nações Unidas. Os pronunciamentos feitos na ocasião renovaram a colaboração para o avanço dos mais de 26 milhões de moçambicanos.

Realizações

A expectativa das autoridades, segundo o Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correria, é que mais realizações e resultados marquem a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

“Significa que países como Moçambique em particular, que têm grandes desafios desenvolvimento, de suprir necessidades de populações que ainda estão muito carentes, que têm desafios profundos de adaptação a mudanças climáticas e precisam de ter ação no terreno. Temos que sair de discurso para ação, que significa entregar os bens às pessoas, fazer acontecer, construir infraestruturas o mais depressa possível porque as populações precisam."

A representante das Nações Unidas em Moçambique, Márcia de Castro, afirmou que a parceria com o governo continua essencial. Na data do aniversário da organização, ela revelou que cerca de 600 trabalhadores de 22 agências da ONU operam no país.

Inclusão

No evento, a responsável disse que a disponibilidade da organização estava garantida no apoio da busca da paz, melhorar o direito humanos e pela inclusão para garantir o progresso em Moçambique.

A Fundação Para o Desenvolvimento da Comunidade esteve na cerimónia como parte da sociedade civil. A diretora executiva da FDC, Zélia Menete, disse os mais de 20 anos de ação da entidade em funções diversas inspiram a prosseguir nos próximos 15 anos juntamente com parceiros como as Nações Unidas.

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Músicos do Grupo Milorho, em apresentação durante cerimônia do lançamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável esta segunda-feira em Moçambique.

Sociedade Civil“Conseguimos quase paridade do género no ensino primário. Um dos objetivos principais é a questão da paz, a mitigação e as medidas de adaptação nas mudanças climáticas. Iniciamos um debate de engajamento para ver quais são as tecnologias que nós podemos introduzir para mitigar esse impacto. E conseguimos que esses planos tenham financiamento para que possamos de fato intensificar os nossos esforços para conseguir a paz, uma vez, tendo a paz podemos aliviar alguns recursos.”

Para o governo de Moçambique, os frutos da cooperação com as Nações Unidas mostram-se em frentes como redução dos índices da pobreza, agora em 54% e a presença quase equilibrada de meninas e meninos no nível escolar básico.

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