Mais de 26 milhões de armas circulam na Líbia apesar do embargo da ONU

20 outubro 2016

Enviado especial do secretário-geral disse que armamento entra pela terra e mar; Martin Kobler quer  respeito das restrições e o controlo às nações próximas as suas fronteiras; limitação foi declarada pelo Conselho de Segurança em 2011.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas estimam que 26 milhões de armas estejam a circular na Líbia mesmo com o embargo declarado há cinco anos pelo Conselho de Segurança.

O  representante do secretário-geral afirmou que o armamento “não cai do céu, vem por terra e mar” falando num encontro dos países vizinhos da Líbia realizado esta quarta-feira em Niamey, no Níger.

Restrições

Martin Kobler pediu o respeito da região às restrições, e que os países controlem as suas fronteiras.

O enviado disse que a Semana Internacional de Desarmamento, a partir de 24 de outubro, terá lugar com várias regras de não-proliferação disponíveis. O apelo é que as nações próximas à Líbia garantam o respeito e o apoio a essas medidas.

O pronunciamento destaca que ainda que o estado da Líbia é crítico. Kobler declarou que as próximas semanas deverá revelar se os líbios “serão capazes de juntos abrir caminho para paz ou arriscar-se a seguir para um novo conflito.”

Para o representante, “ou os líbios avançam unidos ou todos caem divididos.”

Destino

Kobler avançou três pontos para evitar o reacender do conflito. O primeiro é a responsabilidade primária para determinar os seu destino com um papel importante da região no futuro do país.

Ele encorajou o apoio dos países ao Conselho da Presidência da Líbia nos seus esforços para criar um novo Governo do Acordo Nacional. O pedido é que seja dado apoio à Câmara dos Deputados para que esta aprove as novas autoridades.

Pedido

O enviado destacou ainda que os países devem interagir com as partes envolvidas na segurança que devem obedecer as resoluções do Conselho de Segurança.

Por último, Kobler considerou uma prioridade garantir a segurança das fronteiras. Ele  reconheceu, entretanto, haver desafios para melhorar a questão do lado da Líbia.

O representante elogiou os esforços atuais como a  troca de informações, o controlo comum de fronteiras e os exercícios. Kobler expressou a disponibilidade da comunidade internacional para criar bases de dados comuns sobre criminosos e fortalecer as instituições nacionais.

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