Metade das vítimas de acidentes de trânsito são pedestres ou ciclistas
BR

20 outubro 2016

Agência da ONU pede investimentos, com urgência, em infraestruturas urbanas para reverter o total de 1,3 milhão de mortes anuais; Malauí, Quênia e África do Sul são os países mais perigosos para andar a pé, de moto ou bicicleta.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A falta de investimentos em rodovias seguras está matando 1,3 milhão de pessoas por ano, sendo que 49% das vítimas de acidentes de trânsito são pedestres, ciclistas e motociclistas.

Os números estão em um relatório do Progama da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, lançado esta quinta-feira. A agência pede aos países para investirem pelo menos 20% do orçamento de transportes na segurança de pedestres e ciclistas.

Países mais perigosos

Medidas do tipo podem contribuir também para o combate à mudança climática, já que os transportes motorizados lançam 23% das emissões globais de dióxido de carbono.

Segundo a agência da ONU, entre os cinco países mais perigosos para andar a pé, de moto ou de bicicleta, quatro estão na África: o Malauí fica em primeiro lugar, onde pedestres e ciclistas representam 66% dos que morrem em acidentes de trânsito. Na sequência estão Quênia, África do Sul, Zâmbia e Nepal.

Faixa exclusiva

O relatório cita a promoção de transporte não-motorizado em três cidades brasileiras: Joinville, Rio de Janeiro e São Paulo, onde foram construídas faixas exclusivas para ciclistas.

O relatório do Pnuma também traz informações sobre a baixa qualidade do ar, em parte causada pelas emissões de gases dos veículos. Por ano, ocorrem 7 milhões de mortes prematuras devido à poluição, que também aumenta problemas como bronquite, asma e doenças do coração.

Ao mesmo tempo, a frota de carros mundial deve triplicar até 2050. O Pnuma alerta que isso poderá resultar no aumento das mortes no trânsito e prejudicar as medidas de combate ao aquecimento global.

O diretor do Pnuma, Erik Solheim, lembrou que “as pessoas arriscam suas vidas todas as vezes que saem de casa”. Ele defende que pessoas, e não carros, sejam a prioridade dos sistemas de transporte.

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