Habitat III: evento destaca promoção de cidades seguras para crianças
BR

20 outubro 2016

Relatório sobre proteção de menores contra violência armada foi lançado na conferência em Quito; representante especial do secretário-geral para violência a crianças, Marta Santos Pais, falou à Rádio ONU que situação não é “fatalidade” e medidas de prevenção podem ser adotadas.

Laura Gelbert, enviada especial da Rádio ONU a Quito.

A violência armada e o impacto que tem na vida das crianças são temas de um relatório lançado nesta quarta-feira em um evento paralelo à conferência Habitat III, em Quito.

Para a representante especial do secretátio-geral da ONU para Violência a Crianças, Marta Santos Pais, é “fundamental reconhecer o papel decisivo que as autoridades locais” podem ter na “prevenção da violência e na criação de círculos de proteção dos direitos da crianças e na identificação da infância como uma prioridade para sua administração”.

Medo

“Infelizmente, nos dias de hoje, nós vemos que muitas comunidades são devastadas pelas diferentes formas de violência: a violência da rua, a violência perpetrada por grupos de crime organizado, a violência em algumas regiões, como é o caso aqui na América Latina, onde grupos armados, gangues, têm uma influência e uma presença muito forte que criam um sentimento de medo e insegurança muito profundo em todas as crianças e que limitam sua capacidade de participar na vida de sua comunidade.”

Segundo a representante especial do secretário-geral, o tráfico de drogas e muita vezes o de armas agravam a situação de insegurança.

“O relatório vem recordar que isso não é necessariamente uma fatalidade e há muitas medidas que se podem adotar para prevenir, para promover a inclusão social, sobretudo dos grupos de crianças mais desfavorecidos, que são também aqueles que estão em maior risco de serem manipulados e instrumentalizados pelos grupos armados e pelos grupos de crime organizado.”

Sonhos

Um segundo relatório, desenvolvido com a colaboração de crianças latino-americanas, também foi lançado nesta quarta-feira na Habitat III.

As cidades que sonhamos apresenta a visão dos menores da região, o que desejam para os municípios onde vivem.

Segundo Marta Santos Pais, as crianças sonham com cidades onde não há violência nem exploração, onde todas sentem que pertencem, não são discriminadas, podem ir à escola e têm uma voz nas atividades dos municípios.

Para a representante especial do secretário-geral, se as autoridades locais tomarem “as ambições dessas crianças como uma referência para o seu trabalho” é possível ter o que a Agenda Urbana recomenda: “uma agenda justa, inclusiva, onde o respeito e a tolerância pela dignidade humana são a norma, não a exceção”.

Acompanhe a cobertura da Habitat III.

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