Onusida cita experiências de homens circuncidados no Zimbabué e Zâmbia

20 outubro 2016

Conclusões de novo estudo serviram de base para promover mensagens que incentivam o procedimento; ideia é melhorar nível de aceitação da prática; agência lembra que decisão pode proteger homens da infeção pelo HIV.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Zimbabué e a Zâmbia estão a realizar uma experiência com novas mensagens para promover a circuncisão masculina médica voluntária para prevenir o vírus da Sida.

Uma pesquisa mencionada pelo Programa das Nações Unidas sobre o HIV/Sida, Onusida, revela que os homens dos dois países levam entre três meses a dois anos para decidir submeter-se ao procedimento.

Serviços

O estudo desenvolvido pela ONG Ipson foi financiado pela PSI Zimbabué e pela Fundação Bill & Melinda Gates.

De acordo com o  Onusida, o efeito protetor da circuncisão contra a infeção por HIV em homens é de até 60%. Mas mesmo com a melhora da prestação de serviços o nível de aceitação da prática não evoluiu.

A agência revelou que nos dois países foram entrevistados 2 mil homens entre 15 e 30 anos. Eles foram questionados sobre sedução, dor, apoio social, benefícios e o próprio procedimento.

Mensagens

Com a conclusão da pesquisa foram adaptadas mensagens sobre a circuncisão para diferentes grupos de homens.

Como impacto da investigação, o Onusida disse ter melhorado a confiança dos agentes comunitários para falar de temas que antes eram considerados desconfortáveis, especialmente sobre dor e sexo.

*Apresentação: Denise Costa.

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