Ataque durante protesto no Afeganistão pode ser crime de guerra
BR

18 outubro 2016

Relatório de direitos humanos avalia ação ocorrida em julho em Cabul; 85 pessoas morreram e mais de 400 ficaram feridas com explosão de homens-bomba durante demonstração pacífica.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Um novo relatório de direitos humanos mostra que um ataque ocorrido em Cabul em julho pode ser considerado crime de guerra. O documento foi preparado pela Missão da ONU no Afeganistão, Unama, e divulgado esta terça-feira.

No dia 23 de julho, dois homens-bomba detonaram explosivos durante um protesto pacífico que ocorria na capital do país. Na ação, 85 pessoas foram mortas e mais de 400 ficaram feridas.

Xiitas

O grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, reivindicou a autoria do ataque. A maioria das vítimas era da comunidade Hazara, que é formada por muçulmanos xiitas, segundo a Unama.

A missão da ONU lembra que os direitos fundamentais dos afegãos precisam ser respeitados, incluindo a liberdade de religião e de pertencerem a uma minoria étnica.

Prevenção

A Unama explica que o ataque durante o protesto foi o incidente com mais vítimas civis desde 2009. Na semana passada, ocorreram outros dois ataques contra comunidades xiitas no Afeganistão, matando 35 pessoas. O Isil divulgou uma nota pela internet confirmando ter realizado uma das ações, em Cabul.

No relatório, a Missão traz recomendações sobre o respeito aos direitos humanos, incluindo direitos de comunidades étnicas e religiosas, assim como a necessidade do Afeganistão implementar estratégias de prevenção ao extremismo violento.

 

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