Ban: “transformar o mundo para melhor é transformar as cidades”
BR

17 outubro 2016

Secretário-geral da ONU participou nesta segunda-feira da abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, Habitat III; em Quito, Ban afirmou que Nova Agenda Urbana é “voltada para ação”.

Laura Gelbert, enviada especial da Rádio ONU a Quito.

Começou nesta segunda-feira em Quito, no Equador, a Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, conhecida como Habitat III.

Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, “transformar o mundo para melhor significa transformar as cidades”.

Padrões globais

Segundo Ban, a Nova Agenda Urbana, que será adotada no encontro, é um documento “voltado para ação” e reflete a “ampla participação dos governos e todos os atores urbanos”.

Ele afirmou que a agenda “estabelecerá padrões globais para o desenvolvimento urbano sustentável” para ajudar o mundo a pensar como as cidades são construídas, administradas e habitadas.

Segundo Ban, a Habitat III marca a “conclusão de um intenso período em que a comunidade internacional definiu uma visão internacional para o desenvolvimento sustentável”.

O secretário-geral citou conferências das Nações Unidas em Sendai, sobre a redução do risco de desastres, em Adis Abeba, sobre o financiamento para o desenvolvimento, em Paris, sobre mudança climática, e em Istambul, onde foi realizada a Cúpula Humanitária Mundial.

Desenvolvimento sustentável

O chefe da ONU afirmou que, juntas, todas apoiam um objetivo comum: a implementação bem sucedida da Agenda 2030 para Desenvolvimento Sustentável, um plano “abrangente, inclusivo, integrado e transformador para paz, prosperidade, dignidade e oportunidade para todos em um planeta saudável”.

Ban afirmou que a realização dos 17 ODSs dependerá, em grande parte, em tornar cidades e assentamentos humanos “inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”, destacando que esse é o foco do ODS 11.

Assentamentos informais

O secretário-geral mencionou que aproximadamente um quarto das pessoas que vivem nas cidades moram em favelas ou assentamentos informais e um número cada vez maior de pessoas pobres e vulneráveis vive em condições precárias.

Ele afirmou que muitas não têm acesso a serviços básicos e nem a oportunidades de trabalho decente e são vulneráveis a crime, despejo forçado e não terem onde morar.

Poluição

Em seu discurso na abertura Ban citou ainda questões como poluição e mudança climática.

O chefe da ONU defendeu melhor governança e planejamento urbano, mais investimentos em habitação acessível e adequada, infraestrutura de qualidade e serviços básicos, além do envolvimento de mulheres e meninas.

Pobreza

O secretário-geral lembrou que esta segunda-feira é o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza e defendeu que cidades tem um “grande papel a desempenhar no fim da pobreza, na construção de sociedades inclusivas que promovam participação de todos”.

Segundo Ban, para “cumprir a promessa da Agenda 2030, é preciso abordar a humilhação e exclusão” enfrentadas pelas pessoas “vivendo na pobreza e empoderar sua inclusão na construção de um futuro melhor”.

Futuro

Para o chefe da ONU, o princípio de prosperidade compartilhada e inclusão deve ser guia para todos ao repensarem o futuro das cidades.

Ban defendeu que o potencial das cidades seja usado para tranformar o mundo para melhor.

O presidente do Equador, Rafael Correa, o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Peter Thompson, e o chefe do ONU-Habitat, Joan Clos, também participaram da abertura da conferência Habitat III.