OMS alerta sobre atrasos para identificar febre amarela em Angola

14 outubro 2016

Segundo a mais recente atualização agência, o último paciente foi confirmado em junho; recomendação é que haja um esforço forte e sustentado na vigilância; nova fase de campanha deve imunizar 2 milhões de pessoas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, destaca que pode haver atrasos para detetar casos de febre amarela em Angola devido a “dificuldades persistentes na vigilância e na confirmação de laboratórios”.

Numa atualização divulgada esta sexta-feira, em Genebra, a agência considera essencial que haja “um esforço forte e sustentado na vigilância”.

Campanha

O país realiza a segunda fase da campanha de vacinação contra febre amarela que teve início esta semana. Mais de 2 milhões de pessoas devem ser imunizadas em 10 províncias angolanas.

As autoridades identificam e investigam 42 casos prováveis. O último paciente de febre amarela em Angola foi confirmado em junho passado. Desde dezembro, foram identificados 884 casos da doença que teria provocado 373 mortos.

Comissão

A OMS revelou que a questão das incidências prováveis no território angolano deverá ser revista por uma comissão especializada do Ministério da Saúde, após o fim de investigações sobre a exposição e o estado de vacinação.

Na República Democrática do Congo a confirmação do último caso foi em julho. Neste momento, o país investiga 16 casos suspeitos enquanto decorre uma campanha de vacinação.

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