Banco Mundial: fim da pobreza requer melhor acesso a oportunidades
BR

17 outubro 2016

No Dia Internacional para Erradicação da Pobreza, órgão anuncia melhora nos números da América Latina e novo relatório sobre uso de serviços públicos.

Mariana Ceratti, de Brasília, para a Rádio ONU.*

O Banco Mundial destacou nesta segunda-feira, Dia Internacional para Erradicação da Pobreza, que 10,8% da população da América Latina e do Caribe vive em extrema pobreza.

Ou seja, com menos de US$ 2,5 por dia, valor da linha de pobreza extrema da região. O dado é de 2014 e mostra uma redução considerável desde 2000, quando um quarto da população latino-americana vivia em tal situação.

Desaceleração

Usando a mesma medição, o Brasil registra 7,8% da população em extrema pobreza, contra os 26,4% existentes em 2001. No entanto, a desaceleração econômica de toda a região, que já dura cinco anos, ameaça interromper esse processo.

Para vencer a pobreza, é preciso dar às crianças e aos jovens latino-americanos melhor acesso aos serviços públicos, segundo um estudo que o Banco também lançou nesta segunda-feira.

O relatório Índice de Oportunidade Humana (IOH) 2016 mede o nível de equidade da prestação de sete serviços: matrícula escolar, ensino fundamental concluído, saneamento, água, eletricidade, internet e telefonia celular.

Expansão

Um desafio a enfrentar é a variação no progresso dos países e das regiões que os compõem. Por isso, segundo o relatório, é necessário realocar investimentos, para que de fato os serviços cheguem à população mais pobre.

O relatório, que usa dados de 17 países, inclusive o Brasil, foca nas crianças e jovens com até 16 anos. A publicação revela que a educação é oportunidade mais acessível . A média regional de acesso é de 94,2%. Na outra ponta, está a internet, com 19,1% de acesso. Todas as cifras são de 2014.

A Argentina e o Brasil apresentam as mais altas pontuações do Índice de Oportunidade Humana em educação, enquanto o México lidera quanto ao acesso à eletricidade.

Já o Uruguai é o mais avançado em saneamento. Finalmente, o Banco Mundial aponta os bons resultados que a Região Andina e a América Central estão obtendo na expansão da conectividade móvel.

*Reportagem do Banco Mundial no Brasil. 

 

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