Ministro português acredita que Guterres vai levar a ONU para o terreno
BR

13 outubro 2016

Em entrevista à Rádio ONU, Augusto Santos Silva afirmou que o secretário-geral designado, nesta quinta-feira, é independente e aposta na reforma da organização. 

Monica Grayley, da Rádio ONU.

Portugal espera que o próximo secretário-geral das Nações Unidas se concentre nas reformas da organização e faça a ONU ser mais vista “no campo, na rua”.

A declaração foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva.  Ele representou o país nesta quinta-feira durante a cerimônia de nomeação de António Guterres como futuro líder da ONU.

Estrutura interna

“Ele vai ser como secretário-geral das Nações Unidas aquilo que hoje é: uma pessoa independente, com liderança, apostado na reforma das Nações Unidas de forma que o resultado do trabalho das Nações Unidas se veja no campo, na rua, nos países e menos em sua estrutura interna. E alguém muito habituado a estabelecer compromissos.  Para além de ser um conhecedor profundo dos dossiês dos problemas do mundo.”

O secretário-geral designado António Guterres foi primeiro-ministro português de 1995 a 2002. Em 2005, ele se tornou alto comissário da ONU para Refugiados, um posto que deixou no ano passado.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, a chegada do primeiro secretário-geral de língua portuguesa à liderança da ONU também tem um impacto sobre o idioma, que sempre ajudou a construir pontes por onde passou em seu percurso histórico.

Pensamento

“Temos ainda a pretensão, que os linguistas nos sustentam, temos ainda a pretensão de pensar que sendo a língua que falamos uma das formas mais estruturais para categorizar o mundo, isto é para interpretar o mundo e exprimir o nosso pensamento, o facto de o próximo secretário-geral das Nações Unidas usar a língua portuguesa vai ajudar nesta sua tarefa de construir pontes.”

António Guterres foi nomeado por aclamação por toda a Assembleia Geral. Ele vai subsituir o atual secretário-geral Ban Ki-moon a partir de 1º de janeiro de 2017 com um mandato de cinco anos.

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