Países precisam agir com mais rapidez para acabar com a tuberculose
BR

13 outubro 2016

Segundo OMS, comunidade internacional concordou em reduzir em 90% as mortes pela doença até 2030, mas desigualdades entre nações pode colocar meta em risco; 10,4 milhões de casos são diagnosticados por ano no mundo.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou esta quinta-feira um relatório mostrando que os países precisam agir mais rápido para prevenir, detectar e tratar os casos de tuberculose.

Os governos concordaram com várias metas para colocar um fim à doença. Até 2030, a redução das mortes deve ser de 90% e o total de casos precisa cair 80%. A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, declarou que para as metas serem alcançadas, “deve haver um aumento maciço dos esforços” por parte dos países.

Financiamento

Existem muitas desigualdades entre os países, em relação ao acesso a diagnóstico e tratamento. O relatório destaca a necessidade de compromissos políticos mais fortes e aumento do financiamento.

Segundo a OMS, a doença afeta mais pessoas do que se pensava. Foram 10,4 milhões de pacientes no ano passado, sendo 60% em apenas seis países: Índia, Indonésia, China, Nigéria, Paquistão e África do Sul.

Também em 2015, 1,8 milhão de pessoas morreram de tuberculose, que continua sendo uma das 10 doenças que mais matam no mundo, apesar do índice de mortes ter caído 22% entre 2000 e 2015.

Novas Vacinas

A redução dos casos continua estática: apenas 1,5% entre 2014 e 2015 e esse índice precisa subir para 5% até 2020 se os países quiserem alcançar as metas propostas pela OMS.

Um dos desafios ao tratamento é a resistência aos antibióticos. Para salvar mais vidas, a OMS recomenda testes rápidos, novos medicamentos e tratamento para todos com tuberculose. Mas os países de rendas baixa e média têm um déficit de US$ 2 bilhões. O plano para 2016 era conseguir US$ 8,3 bilhões para o combate à tuberculose.

A OMS calcula que um extra de US$ 1 bilhão é necessário por ano para acelerar o desenvolvimento de novas vacinas, diagnósticos e medicamentos.

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