Brasil com “otimismo cauteloso” quanto ao fim da crise na Guiné-Bissau

11 outubro 2016

Para embaixador Antonio Patriota, progressos vão ajudar setores da defesa e segurança e acelerar reformas; diplomata esteve à frente da estratégia para a Guiné-Bissau da Comissão de Consolidação da Paz.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O embaixador cessante do Brasil junto às Nações Unidas revelou-se confiante nos esforços para acabar com a instabilidade política na Guiné-Bissau.

No fim do seu mandato junto à organização, Antonio Patriota deu uma entrevista à Rádio ONU onde cita vários contactos feitos pelo Brasil quando presidia a estratégia para o país africano na Comissão de Consolidação da Paz.

Acordo

“A tendência geral a Guiné-Bissau é positiva. Acho que aqui devíamos reconhecer o extraordinário papel de sucessivos representantes especiais do secretário-geral. O Prémio Nobel (da Paz), José Ramos Horta, (o presidente) Miguel Trovoada, de São Tomé e Príncipe e o Senhor Modibo Touré, do Mali, com quem eu trabalhei muito estreitamente. Eu vejo com um cauteloso otimismo o recente acordo que foi alcançado, o envolvimento dos países da região e o apoio que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa tem dado.”

Em setembro, o governo guineense, um grupo de deputados e o maior partido do país, o Paigc, adotaram um entendimento de seis pontos propostos pelos países da África Ocidental. A meta é ultrapassar o impasse que impede a aprovação do programa do governo mais de dois anos após as eleições.

Patriota disse haver temas que precisam ser revistos com rapidez. Esta terça-feira, a Guiné Conacri acolhe uma reunião das partes envolvidas na crise da Guiné-Bissau, que tem o apoio logístico das Nações Unidas.

Segurança

“Espero que a situação na Guiné-Bissau se normalize o suficiente para que várias daquelas diretrizes e linhas de ação que nós tínhamos debatido aqui na Comissão da Consolidação da Paz, a reforma do sistema de segurança e defesa, algumas outras reformas institucionais, a ênfase na diversificação da economia, a revisão de alguns contratos e acordos em relação à exploração da riqueza mineral, de pesca e outros na Guiné-Bissau, tudo isso possa ir adiante o mais rapidamente possível.”

Durante o seu mandato, Patriota esteve várias vezes na Guiné-Bissau como líder da Comissão de Consolidação da Paz da ONU.

O organismo ajudou a injetar fundos no país lusófono, como parte do apoio à transição de Estados em situação de pós-conflito.

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