Angola crê que Guterres dará “direção necessária para o momento” na ONU

7 outubro 2016

Para o embaixador Ismael Martins, recomendação  do candidato a secretário-geral é um “abraço do mundo aos países lusófonos”; diplomata fala de “momento histórico” no ano da saída do seu país do Conselho de Segurança.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O embaixador de Angola nas Nações Unidas disse que a nomeação de António Guterres ao cargo de secretário-geral da organização tem um caráter singular.

Falando à Rádio ONU, em Nova Iorque, Ismael Martins destacou que a recomendação ganha maior significado numa altura em que o seu país se prepara para deixar o Conselho de Segurança.

Experiência

“É muito particular para todos nós, os países lusófonos, termos podido eleger durante a nossa presença no Conselho um de nós para dirigir esta organização. Eleger António Guterres é um momento muito particular porque ele é um tipo de dirigente e homem que traz para o Conselho e para as Nações Unidas a direção que nós precisamos para o momento que se está agora a viver. António Guterres traz a experiência do terreno, traz a experiência governativa, traz o carisma e uma visão própria para o mundo que nós queremos construir. É um  momento histórico. Nós vivemo-los com muita emoção, muita alegria e sentimo-nos abraçados pelo mundo, nós os lusófonos.”

Escolha

Após a confirmação do nome de António Guterres como candidato recomendado pelo Conselho, na quinta-feira, a Assembleia Geral deve realizar uma votação final para escolher o chefe da ONU para o período entre 2017 e 2021.

O diplomata angolano destacou a experiência de Guterres em nações lusófonas, após chefiar o governo português e ter sido  alto comissário das Nações Unidas para Refugiados.

“Veio a Angola como alguém que conhece bem os problemas do país e de África. Conhece bem os problemas e os momentos difíceis que vivemos e vai continuar a estar connosco em momentos de maior alegria, em que as coisas começam a surgir como solução. Penso que é um homem à altura dos grandes desafios em Angola, no Brasil, na Guiné-Bissau onde temos grandes problemas por resolver. Ele será um homem à altura em Cabo verde, com as eleições que apenas terminaram, em São Tomé e Príncipe e em Timor-Leste. Eu acho que ele esteve em todos esses locais.”

Guterres participou com outros 12 candidatos na corrida para suceder o atual secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que deixa o cargo no fim do ano.

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